sexta-feira, 20 de abril de 2018

Mulheres indígenas nos espaços culturais



Autora da matéria: Luana P.

DIA NACIONAL DO ÍNDIO E A PRESENÇA DAS MULHERES INDÍGENAS NOS ESPAÇOS CULTURAIS

No dia 19 de abril é comemorado o Dia Nacional do Índio, data proposta em 1940 no primeiro CongressoIndigenista Interamericano, realizado no México. O evento contou com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América e de vários líderes indígenas deste continente. Contudo, os indígenas não comparecerem aos primeiros dias do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas – como vinha ocorrendo há algum tempo. Somente depois os líderes indígenas ponderaram sobre a importância daquele momento histórico e decidiram participar, comparecendo na data de 19 de abril. Durante o congresso foi criado o InstitutoIndigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas, com a intervenção de Marechal Rondon, apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio, no dia 19 de abril (criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5.540 de 1943), cumprindo a proposta do Congresso de 1940.
O Dia do Índio é considerado uma data de reflexão sobre a importância e preservação da diversidade dos povos indígenas e respeito às suas manifestações culturais. Infelizmente, nem sempre a data é bem aproveitada nesse sentido e é ainda arraigada no imaginário brasileiro uma imagem estereotipada e preconceituosa do indígena. Ao contrário do que muitas escolas insistem em propagar, por exemplo, há muitas formas de ser um indígena no Brasil que vão além da utilização simbólica do cocar ou morar em uma aldeia. Os indígenas hoje estão em suas comunidades tradicionais com fortes lideranças, como a do xamã yanomami Davi Kopenawa, mas também estão nos grandes centros, como a presença do ativista ambientalista Ailton Krenak, e, especialmente, estão nas universidades que formam indígenas filósofoslinguistasantropólogosadvogadosmédicos, entre tantos outros profissionais. Os indígenas estão produzindo cinemamúsica e literatura. Também estão na política e no desenvolvimento sustentável. E, de Norte a Sul, esses povos estão organizados em lutas por seus direitos, suas tradições e seu reconhecimento perante a sociedade brasileira.
Inseridas nesse movimento estão as mulheres indígenas que, cada vez mais, crescem nos espaços de representação política, como demonstra a lista da Revista AzMina: Seis mulheres indígenas que vale a pena seguir nas redes. Em outra esfera, também tem se tornado cada vez maior o protagonismo feminino na manutenção da língua, na transmissão de saberes e de práticas tradicionais. É sobre isso e sobre elas que gostaríamos de destacar hoje, organizamos uma lista de mulheres indígenas atuando em espaços culturais que vale a pena você conhecer.

Na literatura: a escrita de Eliane Potiguara, Márcia Wayna Kambeba, 
Lia Minápoty e Graça Graúna


Eliane Potiguara é formada em Letras, licenciou-se em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atua como professora, escritora e ativista dos direitos humanos. Ela possui sete livros publicados, mas foi em 2004 que lançou o seu livro mais famoso, Metade Cara, Metade Máscara, no qual compartilha narrativas pessoais e sobre sua etnia Potiguara em um misto de prosa e poesia. Publicado originalmente pela Global Editora, o livro foi reeditado este ano pela UK’A Editorial. Eliane trabalha, ainda, com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena e é Embaixadora da Paz pelo círculo de escritores da França e da Suíça. Ela é considerada um dos nomes mais importantes do movimento das mulheres indígenas, responsável pela criação do GRUMIN (Rede Grumin de Mulheres Indígenas), no qual luta desde a década de 80 pelo seu local de fala.
Onde encontrá-la: Facebook//Twitter/Site
Márcia Wayna Kambeba é destaque na poesia com seu livro Ay kakyri Tama – Eu Moro na Cidade. A identidade dos povos indígenas, a territorialidade e a questão da mulher nas aldeias são os principais temas abordados pela poeta. Natural da região do Alto Solimões (AM), nascida em uma comunidade indígena Tikuna, ela pertence à etnia Omágua/Kambeba. Márcia é escritora, fotógrafa e ativista, graduou-se e fez mestrado em Geografia, residindo atualmente em Belém (PA).
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Na literatura infantil temos o trabalho Com a Noite Veio o Sono (Editora Leya, 2011), de Lia Minápoty, no qual a escritora de origem Maraguá aborda o modo de pensar de sua etnia a respeito da noite. Lia é uma das jovens lideranças do povo Maraguá, atua também como artista plástica, especialista em grafismos indígenas além de fazer parte da diretoria da AMIMA (Associação das Mulheres Indígenas Maraguá).
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Outra escritora indígena com publicação para o público infantil é Graça Graúna com Criaturas de Ñanderu (Editora Manole, 2010), mas ela também publicou outros livros com suas criações poéticas, como Tessituras da Terra (Edições M.E, 2001). Descendente do povo Potiguara, Graça é educadora universitária na área de literatura e direitos humanos, é graduada em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no qual fez também mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e se doutorou em literatura indígena contemporânea no Brasil; atua também na escrita acadêmica, como em seu livro Contrapontos da Literatura Indígena Contemporânea (Mazza Edições, 2013).
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No cinema: as mulheres indígenas na frente e atrás das câmeras


O cinema indígena surge não apenas como valorização da cultura e tradições das diversas etnias, mas, sobretudo, como um movimento de resistência. Assim é o trabalho de mulheres cineastas indígenas como Alcilane Melgueiro, Maria Cidilene Basílio, Elisangela Fontes Olímpio, Larissa Ye’padiho Mota Duarte e Claudia Dias Campos. 
Alcilane Melgueiro, da etnia Baré, ao lado da colega Maria Cidilene Basílio, do povo Tukano, registrou o método de plantação tradicional dos povos do Alto Rio Negro, no extremo norte do Amazonas, esse trabalho deu origem ao documentário Não Gosta de Fazer, Mas Gosta de Comer, com duração de 43 minutos. Elisangela Fontes Olímpio, do povo Baniwa, é responsável por Kupixá Yanékitiwara: Nora Malcriada, filme em que a cineasta faz uma conexão entre o mito indígena do título com cenas de seus parentes em trabalho de roçado. Já Larissa Ye’padiho Mota Duarte, da etnia Tukano, dirigiu Wehsé Darasé – Trabalho da Roça e Maria Claudia Dias Campos, indígena Tariano, dirigiu As Manivas de Basebó – Histórias e Tradições. Essas produções foram apresentadas na mostra Aldeia SP – Bienal de Cinema Indígena, em São Paulo. Vale comentar também sobre a Associação Yamurikumã das mulheres Xinguanas que realiza o projeto Kunhameret opora’anga ma’awa de apoio às mulheres cineastas xinguanas, muitas delas participaram da I Oficina de Formação Audiovisual das Mulheres Indígenas, promovida pelo do Instituto Capitu, que resultou no curta-metragem A História da Cutia e do Macaco.
Na frente das câmeras, conhecemos recentemente o trabalho de Zahy Guajajara, atriz da minissérie Dois Irmãos (produzida pela Rede Globo em 2017, com direção de Luiz Fernando Carvalho). Nascida na Reserva Indígena Cana Brava (MA), Zahy foi morar na cidade da Barra do Corda quando tinha oito anos para que pudesse estudar e aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi na cidade carioca, ao participar de manifestações contra a demolição da Aldeia Maracanã, que Zahy chamou a atenção por sua aparência e foi chamada para fazer um teste para Dois Irmãos, no qual começou sua carreira como atriz. Depois na minissérie, Zahy gravou o longa Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança, que passou pelo Festival de Sundance e Festival de Berlim. Gravou também um média-metragem, Sociedade da Natureza, do português Pedro Neves Marques. Zahy também atuou na peça de teatro Jamais ou Calabar, de Jorge Farjalla. Além disso, seu trabalho está atrás das câmeras: Zahy Guajajara é diretora, atriz protagonista e personagem de seu filme Zahy – Uma Fábula sobre o Maracanã.

Na música: Djuena Tikuna

A cantora Djuena Tikuna, nasceu na aldeia Umariaçu na região do Alto Solimões, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Ainda criança, falante apenas da língua tikuna, mudou-se com a família para Manaus. Djuena, cujo nome significa “a onça que pula no rio”, começou a carreira de cantora influenciada pela prima, Cláudia Tikuna, e seu repertório é formado por músicas tradicionais de sua etnia Tikuna: “A música para nós, povos indígenas, é nativa, tanto quanto o mais velho ancião. É nativa porque nasce conosco, tem cheiro de fumaça, gosto de mapati [fruta] e é pintada de urucum e jenipapo”, disse a cantora em depoimento ao jornalista Jotabê Medeiros. Djuena Tikuna foi a primeira mulher indígena a protagonizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas (em Manaus/AM), no lançamento do álbum Tchautchiane.
Onde encontrá-la: Facebook

Nas artes: Arissana Pataxó


Arissana Pataxó é artista plástica e desenvolve uma produção artística em diversas técnicas abordando a temática indígena como parte do mundo contemporâneo. Formada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), desenvolveu ao longo de seus estudos atividades de extensão com sua etnia Pataxó em oficinas e produção de material didático. Arissana continua realizando essas atividades não apenas com sua etnia, mas com outros povos indígenas da Bahia. Em 2007, realizou sua primeira exposição individual, Sob o Olhar Pataxó, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA, em Salvador. Desde então ingressou no mundo artístico com participação em diversas exposições, como o Salão Regional de Artes Visuais de Porto Seguro (BA), em 2009, a exposição internacional Eco Arte no Museu de Arte de Montenegro (RS), em 2011, e mais recente a exposição itinerante Mira! Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenasrealizada em Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) entre 2013-2014. Arissana Pataxó também foi a segunda colocada o PIPAOnline 2016.
Onde encontrá-la: Site


** As artes que ilustram o texto foram feitas pela autora a partir de imagens de reprodução das artistas e seus trabalhos, com textura de fundo de uma tela de Arissana Pataxó.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Dos saberes indígenas: o nosso papel também é fazer arte

Capa da "Revista Literatura e Debate", 
onde consta o seguinte Depoimento


 DOS SABERES INDÍGENAS: O NOSSO PAPEL TAMBÉM É FAZER ARTE

por Graça Graúna

A presente contribuição ao estudo da história e da cultura indígena no Brasil é uma releitura de minha entrevista à Palimpsesto, uma revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, em 2015. A releitura vinda da oralidade e transfigurada na escrita se transforma em escrevivência, no sentido de que estão vivas (em mim) a poesia, a história e a memória dos antigos. Expor essa escrevivência e preservá-la em forma de relato significa também resiliência, e é uma das maneiras de fortalecer a nossa resistência, a nossa identidade indígena. Negar essa resistência configura uma afronta, como diria Jerome Rothenberg na obra Etnopoesia do milênio (2000).
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, tenho percorrido Universidades brasileiras onde tem lugar o incentivo a estudos e pesquisas acerca dos povos indígenas. Contudo, a indiferença e o descaso ocorrem também no meio universitário, onde nos deparamos com pessoas que trazem uma visão estereotipada acerca do indígena. Continue a leitura no link da “Revista Literatura e Debate”, da URI, v. 12, n.22, pp; 223-230:

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sobre visibilidade indígena na literatura

Matéria extraída do Blog Visibilidade indígena.
Por:  Luisa Geisler.


Cinco escritoras indígenas contemporâneas que você precisa conhecer!


O foco em autoras contemporâneas é importante para evitar uma ideia estereotipada da cultura indígena. Importa saber o que se faz hoje, que autores podemos ler hoje. Talvez a lista não seja perfeita nem honre todas as escritoras que merecem esse espaço. E claro que não honra os tantos autores homens, mas essa matéria se foca em discutir arte feita por mulheres.  

Eliane Potiguara

    Crédito: Silvia Villalva



Eliane Potiguara é professora e escritora indígena brasileira, de origem potiguara. Trabalha com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena, como o Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e a da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de fazer parte da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”.No seu website oficial, a autora divulga sua literatura, em conjunto de um blog como parte de seu trabalho na rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, da qual é fundadora e coordenadora.
Um de seus livro, Metade Cara, Metade Máscara (2014) fala de amor, de relações humanas, paz, identidade, histórias de vida, mulher, ancestralidade e famílias. É uma mensagem para o mundo, uma vez que descreve valores contidos pelo poder dominante e, quando resgatados, submergem o selvagem, a força espiritual, a intuição, o grande espírito, o ancestral, o velho, a velha, o mais profundo sentimento de reencontro de cada um consigo mesmo, reacendendo e fortalecendo o eu de cada um, contra uma auto-estima imposta pelo consumismo, imediatismo e exclusões social e racial ao longo dos séculos.

Lia Minapoty


Lia Minapoty é brasileira, maraguá, palestrante e atuante dentro da causa indígena. É autora de “Com a noite veio o sono”, publicado pela Leya. O livro trata do modo de pensar que os maraguás têm a respeito da noite. O livro trata de temas maraguás, informações relevantes à diversidade cultural do país, como por exemplo, a luta de reconhecimento e demarcação de terras indígenas. Dentro disso, o livro apresenta ilustrações de Maurício Negro. Lia tem um blog sem posts desde 2011, mas que mostra muito de sua arte até aquele momento, além de textos sobre a cultura indígena e sobre sua carreira.

Janet Campbell Hal




Janet Campbell Hale é uma escritora nativo-americana. O pai da autora era totalmente Coeur d’Alene, enquanto sua mãe era parte Kootenay e irlandesa. Por isso, o trabalho da autora em geral explora questões da identidade nativo-americana, ainda com questões como pobreza, abuso e a condição da mulher na sociedade. Escreveu Bloodlines: Odyssey of a Native Daughter, que é em parte biográfico, mas em parte uma discussão da experiência nativo-americana; The Owl’s Song,The Jailing of Cecilia Capture e Women on the Run.

Graça Graúna

Crédito: Íris Cruz

Graça Graúna é descendente de potiguaras e se formou em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Também fez um mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e se doutorou em literatura indígena contemporânea no Brasil. É autora de Canto Mestizo (Ed. Blocos, 1999), Tessituras da Terra (Edições M.E, 2001) e Tear da Palavra, de 2007. Escreveu obras infanto-juvenis como Criaturas de Ñanderu (Ed. Manole, 2010).


Marisol Ceh Moo



Marisol Ceh Moo é mexicana, escreveu X-Teya, u puksi’ik’al ko’olel (Teya, un corazón de mujer), que foi o primeiro romance escrito em idioma maia. O livro foi publicado numa edição bilíngue pela Dirección General de Culturas Populares (México), com a versão em maia e em castelhano. Em entrevistas, a autora explica que as publicações em língua maia só haviam trazido narrativas curtidas, como o conto, o poema, o mito e as lendas. Marsiol Ceh Moo queria mais liberdade com os personagens, tempos verbais e contextos e, para isso, sentiu necessidade de uma narrativa mais longa.Teya, un corazón de mujer é o primeiro romance escrito por uma mulher em um dos idiomas indígenas do México e narra o assassinato de um militante comunista em Yucatán (México). A autora recebeu por essa narrativa o reconhecido Premio Nezahualcóyotl de Literatura en Lenguas Mexicanas.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

I ENCONTRO INTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE



Apresentação

O ÁFRICA BRASIL - V ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURAS, HISTÓRIAS E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS DA UESPI; I ENCONTROINTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE; VII COLÓQUIO DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA e IV SALÃO DO LIVRO UNIVERSITÁRIO DA UESPI a se realizarem nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2017, na Universidade Estadual do Piauí, Campus Poeta Torquato Neto, Teresina, Piauí, Brasil, proporcionarão momentos de reflexão sobre narrativas e cidadania, no âmbito dos estudos interdisciplinares no que tange às áreas de literatura, cultura e história.
O contexto acadêmico, social e político brasileiro atual clama por reorientações teórico-reflexivas, a fim de enfrentarmos os entraves que se apresentam, em razão das imposições de novos modelos educacionais. Com as novas medidas que se anunciam como retrocessos, por exemplo, na exclusão da disciplina História no ensino brasileiro, se opor ao desmantelamento das áreas de humanas, reativando a importância do estudo da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena. O ÁFRICA BRASIL 2017 se justifica pela necessidade de discussão e reflexão diante das novas demandas educacionais, levando em conta a legislação vigente, a saber: a Lei de Diretrizes e Base de Educação Brasileira – LDB/9.394/96, nos Artigos 26-A e 79-B, alterada pelas Leis Federais 10.639/03 e 11.645/2008. A Lei Nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, ato promulgado pela Presidência da República do Brasil.
O ÁFRICA BRASIL 2017, Narrativas e Cidadania, projeta a importância dos estudos literários, uma vez que narrativizar o mundo é próprio dos(as) literatos (as), historiadores (as), contadores (as) de história e demais sujeitos, na esteira de Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Achile Mbembe, Kwame Anthony Appiah, Valentim Yves Mudimbe, Jan Vansina, Joseph Ki-Berbo, A. Hampaté Bá, Carlos Moore, Kabengele Munanga, Angela Davis, Lélia Gonzales, Sueli Carneiro, Eduardo de Assis Duarte, Cuti, Conceição Evaristo, Elio Ferreira e tantos outros (as) teóricos (as) e/ ou pesquisadores (as) africanos (as) e afro-brasileiros (as).

Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Coordenador Geral

Entre os 62 (sessenta e dois) Palestrantes, constam 5 (cinco)  indígenas da América Latina:

Prof. Drª Elvira Espejo Ayaca (Nação Aymara / Bolívia)

Prof. Dr. Gersem Baniwa (Indígena, antropólogo, UFAM)

Profª Drª Graça Graúna (Indígena potiguara/RN, UPE)

Sra. Frncisca Cariri (Lideança indígena, Piaui)

Sr. Henrique Tabajara (Liderança indígena, Piauí)