quarta-feira, 19 de abril de 2017

Enquanto o Pataxó dormia

Monumento em homenagem a Galdino
Foto: Lucas Salomão


Há vinte anos que cinco jovens de classe média alta atearam fogo no Pataxó Galdino; ele foi assassinado na madrugada de 20 de abril de 1997, enquanto dormia. Galdino estava em Brasília para reivindicar a demarcação do território Pataxó que foi invadido por fazendeiros na localidade de Pau Brasil, na Bahia. A foto refere-se ao monumento em homenagem a Galdino. (Foto: Lucas Salomão/G1). No poema seguinte, minha homenagem ao Pataxó Galdino:


Enquanto dormia

Um índio foi morto
numa parada de ônibus
do planalto central,
em Brasília.

Impossível esquecer
de Galdino Jesus
um guerreiro pataxó
exposto ao preconceito.

Enquanto dormia,
atearam-lhe fogo
em Brasília


                                   Graça Graúna

Nordeste do Brasil, abril indígena, 2017.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Memória das águas


Para refletir acerca do Dia 19 de abril (dia do índio), dedico este poema a todos(as) guardiões e guardiães das águas que percorrem os caminhos de Abya Yala (nome verdadeiro da América indígena, ou Ameríndia). O poema “Memória das águas” faz parte da Antologia “Survival e Sincretismo”, organizada por Carolann Madden (EUA) e outros poet’amigos (poetas e amigos).
Na foto, um pássaro observa o rio sem vida após o rompimento da barragem, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana/MG. A imagem foi extraída do site de noticias UOl e do Google.
Saudações indígenas,
Graça Graúna.


                                          Crédito: Uol e Google


Memória das águas


I
Onde havia abundância,
hoje é só tristeza.
São tantos os pesadelos
que a mísera paisagem
se alastra e, de norte a sul,
os filhos da terra
ouvem os soluços dos rios
vindos das profundezas da terra.

II
São tantos os rios ofendidos:
Tietê
Iguaçu
Ipojuca
Gravataí
Capibaribe
Potengi
Rio Doce
Rio dos Sinos
tantos rios poluídos...

III
Que mãe não consolaria o filho
açoitado, explorado, excluído,
impedido de ir e vir
no seu direito de rio?
Exaurida de tanto sofrimento,
a Mãe Terra acolhe os filho
no amalgama doloroso de água e lama,
arrastando-o,
pelo infindável caminho da memória
para alcançar o mar

IV
Em nome do “progresso”
os inimigos (obaîara)*
agridem a natureza
derrubam as florestas
deslocam os rios
envenenam as águas
destroem os sonhos
trucidam os filhos da terra.

 V
Infindável é a memória das águas
e o caminho da resistência.
Dos rios que se foram
na contramão do progresso,
fica a esperança de reencontrar
o nosso lugar no mundo.


(*) obaîara: em tupi, significa inimigo da nação.

Graça Graúna
Nordeste do Brasil, abril indígena, 2017


Water memory

I
Where there was plenty,
today is just sadness
there are so many nightmares
so that the miserable landscape
spreads and, from north to south,
the earth's children
hear the sobs from the rivers
coming from the depths of earth.

II
There are so many offended rivers:
Tietê
Iguaçu
Ipojuca
Gravataí
Capibaribe
Potengi
Rio Doce
Rio dos Sinos
Too many polluted rivers ...

III
Which mother would not comfort its son?
flogged, exploited, excluded,
obstructed from coming and going
in its right of being river ?
exhausted by too much suffering,
Mother Earth welcomes its
children
in the painful blend of water and mud,
dragging them,
through the endless path of memory
towards the sea

IV
In the name of "progress"
the enemies (obaîara) *
attack nature
knock down the forests
move the rivers
poison the waters
destroy the dreams
slaughter the earth's children

V
Endless is the memory of waters
and the path of resistance
from the missing rivers
on the contraflow of progress,
remain the hope of rediscovering
our place in the world.



Graça Graúna
Nordeste do Brasil, abril indígena, 2017

segunda-feira, 20 de março de 2017

Defesa do povo Xukuru na Corte Interamericana de Direitos Humanos

As violações de direitos Humanos ao Povo Xukuru serão julgadas na Corte Interamericana de Direitos Humanos

 Imagem: unicap.br





Luis Emmanuel Barbosa Cunha[1]
Manoel Severino Moraes de Almeida[2]


O Povo Xukuru será ouvido na Corte Interamericana de Direitos Humanos. No período de sessões da Corte, de 10 a 28 de março de 2017, um dos casos mais emblemáticos de violação coletiva de Direitos Humanos ocorrido no Brasil finalmente dará um passo decisivo em busca de uma sentença de mérito favorável à luta indígena no Brasil e nas Américas.
O caso Xukuru chegou ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a partir da Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 2002, marcado por alto grau de violência física, étnica, moral e simbólica contra os indígenas realizado pelo Estado brasileiro em seus atos comissivos e omissivos em não completar o processo de demarcação com a posse tranquila pelos indígenas de suas terras ancestrais. Com efeito, o Povo Indígena Xukuru aguarda há tempos a demarcação de suas terras, inicialmente prometida pelo Império brasileiro, desde que os xukurus participassem da Guerra do Paraguaia em favor do Brasil. A promessa do Império não foi cumprida, bem como permanece inadimplente a República em seu Estado Democrático de Direito.
Desde o início formal do processo administrativo de demarcação, há 29 anos, ainda existem não índios intrusados na terra, além de grandes perdas pessoais: o assassinato do grande líder Cacique Xicão, que liderou a ação proativa dos Xukurus na retomada de suas terras ancestrais, de Chico Quelé e de Geraldo Rolim, por exemplo. A tentativa de assassinato do Cacique Marquinhos também foi um momento de tensão. Hoje ele e Dona Zenilda, sua mãe, vivem ainda sob a proteção do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos.
Desde já, todo nosso apoio e solidariedade ao Povo Xukuru e aos peticionários: Justiça Global, CIMI, GAJOP e Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que têm feito um grande trabalho desde a primeira petição de mérito e cautelares junto à CIDH lá em 2002. Nesse caso emblemático, não está em jogo apenas o debate sobre o direito de propriedade, está também em jogo o respeito a um projeto de vida coletivo, extremamente importante para preservação de matas, das águas, das sementes caboclas e de uma cultura, enfim, para uma vida humana em pleno equilíbrio com a natureza; está em jogo o direito à vida e à integridade física; está em jogo o direito à autodeterminação dos povos e a liberdade de se expressar como lhe convém; está em jogo o reconhecimento dos Direitos Humanos como um fenômeno vivo e interdependente.


[1] Doutorando na pós-graduação em Direito pela UFPE

[2] Ex-membro da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara de Pernambuco

quarta-feira, 8 de março de 2017

Retratos (8 de março)

Site: Yandê (Rádio indígena)


Retratos
Autora: Graça Graúna

Saúdo as minhas irmãs
de suor papel e tinta

fiandeiras
guardiãs
ao tecer o embalo
da rede rubra ou lilás
no mar da palavra
escrita voraz.

Saúdo as minhas irmãs
de suor papel e tinta
fiandeiras
tecelãs
retratos do que sonhamos
retratos do de que plantamos
no tempo em que a nossa voz
era só silêncio


Graça Graúna. Retratos. In: Antologia retratos (Org. Elizabeth Siqueira, Edições Bagaço, Recife/PE, 2004)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil



GRAÚNA, G. Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza, 2013.  


Maurício Silva
(Universidade Nove de Julho,
Avenida Francisco Matarazzo, 612, 05001-000,
São Paulo, São Paulo, Brasil).
E-mail: maurisil@gmail.com

Deve parecer, ‘no mínimo’, curioso a muitos leitores um livro que trata da produção literária indígena no Brasil, já que, para muitos interessados na expressão literária nacional - mesmo aqueles especialistas em crítica e historiografia literárias -, a existência de uma literatura indígena brasileira deve soar como algo, ‘no máximo’, hipotético. Isso pode ser tanto mais estranho, ao pensarmos não apenas numa literatura brasileira indígena, mas ainda numa literatura ‘contemporânea’ e que pode ser discutida na perspectiva de seus ‘contrapontos’...
É exatamente isso que faz a pesquisadora e professora universitária de origem indígena Graça Graúna, em seu mais recente livro: “Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil” (GRAÚNA, 2013).
A autora começa definindo a literatura indígena contemporânea nos seguintes termos:
[...] a literatura indígena contemporânea é um lugar utópico (de sobrevivência), uma variante do épico tecido pela oralidade; um lugar de confluência de vozes silenciadas e exiladas (escritas), ao longo dos mais de 500 anos de colonização. Enraizada nas origens, a literatura indígena contemporânea vem se preservando na auto-história de seus autores e autoras e na recepção de um público-leitor diferenciado, isto é, uma minoria que semeia outras leituras possíveis no universo de poemas e prosas autóctones (GRAÚNA, 2013, p. 15). 

Desse modo, a autora se propõe a estudar um conjunto de obras de autores da literatura indígena contemporânea de língua portuguesa, com base nos estudos culturais, propondo uma ‘leitura das diferenças’. Assim, sua abordagem não apenas confronta a atual produção literária indígena no Brasil com a produção não indígena, mas também busca discutir a relação daquela com conceitos como os de identidade, auto-história, deslocamento, alteridade e outros, numa perspectiva que se assenta na ‘transversalidade’.
Para Graça Graúna, a literatura indígena no Brasil continua sendo negada, da mesma forma que os próprios povos indígenas, apesar da luta em favor deles, desde a década de 1970, pela União das Nações Indígenas (UNI); da inclusão dos direitos dos índios na Constituição de 1988; do surgimento, nos anos 1990, do Conselho de Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil (Capoib) etc.
Lembrando que
[...] o estudo da representação do negro e do índio na literatura requer uma abordagem específica [...] A expressão artística do ameríndio e do africano sugere uma leitura das diferenças, pois o ato de conhecer o outro implica o ato de interiorizar a história, a autohistória, as nossas raízes (GRAÚNA, 2013, p. 47),
a autora faz ainda uma revisão sucinta da influência e da representação do índio na literatura ocidental, em particular na brasileira, até chegar na literatura indígena contemporânea, que exprimem, entre outras coisas, um sentido de resistência e de sobrevivência, o direito à palavra oral ou escrita, a denúncia do neocolonialismo e da opressão linguística e cultural etc. Procura estudar, nesse sentido, com mais profundidade, a produção literária de Eliane Potiguara, Daniel Munduruku, Saterê Yamã, Olívio Jekupé e Renê Kithãulu.
Concluindo, a autora afirma:
Reconhecer a propriedade intelectual indígena implica respeitar as várias faces de sua manifestação. Isso quer dizer que a noção de coletivo não está dissociada do livro individual de autoria indígena; nunca esteve, muito menos agora com a força do pensamento indígena configurando diferenciadas(os) estantes e instantes da palavra. Ao tomar o rumo da escrita no formato de livro, os mitos de origem não perdem a função nem o sentido, pois continuam sendo transmitidos de geração em geração, em variados caminhos: no porantim, no traçado das esteiras e dos cestos, na feitura do barro, na pintura corporal, nas contas de um colar, na poesia, na contação de histórias e outros fazeres identitários que os Filhos e as Filhas da Terra utilizam como legítimas expressões artísticas, ligando-as também ao sagrado (GRAÚNA, 2013, p. 172).

Mobilizando um vasto cabedal de teorias e perspectivas metodológicas, que vão da antropologia (Clifford, Mindlin, Clastres) aos estudos culturais (Hall, Bhabha, Canclini), passando ainda pela teoria literária, pela filosofia e pela história, Graça Graúna nos oferece um estudo perspicaz e inteligente de um assunto ainda pouco explorado pela academia, mas que merece não apenas ser mais pesquisado, mas principalmente mais conhecido e respeitado pelos leitores e pesquisadores de nossa cultura. E seu livro constitui um importante passo nessa direção.

References
GRAÚNA, G. Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza, 2013.  

Received on August 12, 2014.
Accepted on May 15, 2015.
 
License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

Acta Scientiarum. Language and Culture Maringá, v. 37, n. 3, p. 327-328, July-Sept., 2015


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Educação e direitos humanos: livros, leitores e leituras


Credito da imagem: GGraúna

Educação e direitos humanos: livros, leitores e leituras
 
Graça Graúna
Escritora indígena,
Educadora universitária(UPE)

No Brasil, o calendário nacional traz uma data para comemorar o Dia do Livro: 29 de outubro. Mas até que ponto se comemora de fato a prática da leitura no país, sobretudo quando estudantes e educadores, por exemplo, se veem ameaçados pela PEC 241, isto é, uma proposta de emenda constitucional que quer porque quer congelar gastos com saúde, educação e assistência social por 20 anos?
Em tempos difíceis como este, em que os hospitais públicos estão sucateados; a assistência social é banalizada e a Educação uma das áreas mais prejudicadas; é importante sublinhar um trecho da Introdução do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos – PNEDH: “nada mais urgente e necessário que educar em direitos humanos, de todas as formas possíveis, como tarefa indispensável para a defesa, o respeito, a promoção e a valorização desses direitos” (PNDH,2006, p. 5)
Da relação entre educação e direitos humanos, convém perguntar: o que é o livro e para que serve? Qual o papel do leitor? E sobre a importância do ato de ler, quem ainda se lembra? Certamente, essas questões exigem um aguçar a nossa memória, a começar pela maneira de ser e de viver que herdamos dos nossos ancestrais em rodas de conversa, no aconchego de contações de histórias em volta da fogueira. Não devemos esquecer as bibliotecas humanas (contadores de história, poetas, leitores, escritores, estudantes, homens, crianças mulheres, moradores de rua, religiosos e uma infinidade de pessoas de diferentes idades e profissões, entre tantos outros cidadãos do mundo) que contribuem para criar uma cultura universal dos diretos humanos.
Na época do Brasil colonial, uma dessas pessoas fez da palavra a sua missão. Diga-se de passagem: foi árdua a sua tarefa de mostrar a valorização da amizade entre povos indígenas e outros grupos étnico-raciais e a importância de exercitar o respeito, a tolerância. Nesta perspectiva cabe citar o pensamento do lusitano Padre Antônio Vieira: "O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive."  
Nos tempos modernos, outro religioso vestiu-se também de coragem para se comunicar com o público e lançou pelas ondas da Rádio Olinda (Pernambuco) o programa “Um olhar sobre a cidade”, em plena ditadura militar. Ele não escondia o seu gosto pela música e outras artes. Além da Bíblia, Dom Helder lia as ruas e tudo que o aproximasse do povo. Das músicas que costumava ouvir, destaca-se “Cidadão”, de Zé Geraldo. Na crônica intitulada “Entrada proibida” (p.75), Dom Helder fala da historia de um operário da construção civil que ajudou a construir uma escola onde filho de pobre não pode estudar. Um trecho da canção revela o seguinte:

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá.
Lá eu quase me arrebento.
Fiz a massa, pus cimento
E ajudei a rebocar.
Minha filha inocente vem pra mim toda contente:
Pai, vou me matricular...
Mas me diz um cidadão, criança de pé no chão
Aqui não pode estudar.

Quem ainda quiser ouvir que ouça a sua homilia (pregação) em estilo familiar que busca explicar um tema ou texto evangélico, em forma de crônicas. Refiro-me ao livro “Meus queridos amigos”, de Dom Helder Camara; um livro organizado por Tereza Rozowykwiat (2016), cujo título é uma alusão a frase com que o autor iniciava as crônicas.
 E o que pensa Hermann Hesse (escritor alemão), sobre livro, leitor e leitura? Ele, o livro tem o poder de aproximar as pessoas. Nessa perspectiva, Hesse observa: "Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo". Outro grande pensador que nos impele a estreitar os laços com a educação libertadora é Paulo Freire. Poucos o veem também como poeta e é nesse patamar que eu tomo a liberdade de apresentar os versos que escrevi em 2 de setembro de 2007, durante o VI Colóquio Internacional Paulo Freire, no Centro de Convenções da UFPE. Em homenagem ao livro Pedagogia da indignação e ao seu autor, apresento minha “Poética da autonomia”:

I
Minha voz tem outra semântica,
outra música. Neste ritmo,
falo da resistência
da indignação
da justa ira dos traídos
e dos enganados

II
Apesar de tudo,
jamais desistir de apostar
na esperança
na palavra do outro
na seriedade
na amorosidade
na luta em que se aprende
o valor e a importância da raiva.
Jamais desistir de apostar demasiado
na liberdade

III
Apesar de tudo,
cabe o direito de sonhar
de estar no mundo
a favor da esperança
que nos anima

(Graça Graúna)


 O livro não é apenas um objeto composto por diversas páginas. O livro é bem mais que um conjunto de textos, imagens e outros itens que podem ser impressos ou compartilhados no formato e-book. Como se pode ver, a noção de livro não restringe o seu uso para entretenimento ou para uso educativo. Muito mais que isso, o livro pode ser também uma ou mais pessoas. Pelo menos é que sugere a ideia de “Biblioteca Humana”, ou seja, um projeto que começou na Dinamarca e que oferece um catálogo em que as pessoas selecionam o tópico que querem ouvir. Em outras palavras, um dos objetivos da Biblioteca Humana “é oferecer pessoas no lugar de livros. Os leitores curiosos podem fazer perguntas e desafiar as suas percepções sobre os diferentes grupos da comunidade”.
Entretanto, apesar do silenciamento contra os que defendem a estreita relação entre direitos humanos e educação, não está fora da validade realizar e fortalecer campanhas para mostrar como os livros podem beneficiar a cultura dos indivíduos, pelo humano direito ao  sonho que  se sonha junto e de torna-lo realidade por meio de uma educação libertadora.




Referências


BIBLIOECA HUMANA. Disponível em: http://nossacausa.com). Acesso em 31.out.2016.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Unesp, 2000.

GRAÚNA, Graça. Poética da autonomia. Poema. Disponível em: http://ggrauna.blogspot.com.br/2007/10/potica-da-autonomia.html. Acesso em 31.out.2016.

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura; Ministério da Educação; Ministério da Justiça; Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Brasília, DF, 2006.

ROZOWYKWIAT, Tereza (Org.). Meus queridos amigos: as crônicas de Dom Helder Camara. Recife: Cepe Editora, 2016.

Citações. Pe. Antonio Vieira. Disponível em: https://pensador.uol.com.br. Acesso em 31.out.2016.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Escritos indígenas: uma antologia

Foto da capa: tela de Uziel Guaynê.

O mercado editorial brasileiro traz ao público mais uma obra de autoria indígena. Trata-se da antologia Escritos indígenas, publicada no formato e-book, pela Editora Cintra, São Paulo, em 2013.
Da antologia participam dez escritores: Aldair Marauáh, Giselda Jerá, Graça Graúna, Guaynê Maraguá, Jaime Diakara,  Lia Minápoty, Nilson Karaí, Olívio Jekupê, Roní Wasiry Guará, Tiago Hakiy,  e Yaguarê Yamã. Desse grupo, alguns premiados (...) “outros mais recentes, mas todos de inegável qualidade literária, por isso todos reunidos nesta antologia que esperamos que encante os leitores das cidades no conhecimento dessa parte do universo até aqui tão pouco difundida, nos relatos, nos saberes ancestrais tão atuais, no ser universal”, afirma a editora Leda Cintra (2013). Ela enfatiza que  reunidos nessa  antologia estão  alguns dos mais representativos escritores indígenas contemporâneos do Brasil".
Para saber mais, acesse:
Telefone:  (11) 3731 7575,