sexta-feira, 5 de junho de 2015

Curso Dimensões das Culturas Indígenas 2015

Encontro de escritores e artistas indígenas em Mato Grosso


CURSO DIMENSÕES DAS CULTURAS INDÍGENAS 2015
PROTAGONISMO INDÍGENA EM EDUCAÇÃO, LITERATURA E POLÍTICA
20 A 31 DE JULHO, DAS 14 ÀS 17 HORAS
CURSO MINISTRADO POR INDÍGENAS

PROGRAMAÇÃO

20/7 – SEGUNDA-FEIRA: LUIZ HENRIQUE ELOY (Terena, doutorando em Antropologia Social/Museu Nacional/UFRJ) – Terra tradicionalmente ocupada: o local de direitos coletivos;

21/7 – TERÇA-FEIRA: MARIA DAS GRAÇAS FERREIRA (GRAÇA GRAÚNA) (Potiguara, doutora em Teoria da Literatura/UFPE) – Literatura indígena: entre lugar, memórias e utopias;

22/7 – QUARTA-FEIRA: MARIA DAS DORES DE OLIVEIRA (MARIA PANKARARU) (Pankararu, doutora em Linguística/UFAL) – Ofayé, a língua do povo do mel;

23/7 – QUINTA-FEIRA: GERSEM JOSÉ DOS SANTOS LUCIANO (Baniwa, doutor em Antropologia/UnB) – Educação para manejo do mundo: o desafio da escola indígena;

24/7 – SEXTA-FEIRA: MESA REDONDA SOBRE EDUCAÇÃO E CULTURA INDÍGENA – Jera Poty Mirim (Guarani/SP), Lucas Benites Xuru Mirim (Guarani/RJ), Jucimar Paikyre (Bakairi/MT) e Algemiro Poty (Guarani/RJ);

27/7 – SEGUNDA-FEIRA: WANDERLEY DIAS CARDOSO (Terena, doutor em História/PUC-RS) – A história da educação escolar para o Terena;

28/7 – TERÇA-FEIRA: DANIEL MUNDURUKU MONTEIRO COSTA (Munduruku, doutor em Educação/USP) – O caráter educativo do movimento indígena brasileiro: o estado da arte;

29/7 – QUARTA-FEIRA: RITA GOMES DO NASCIMENTO (Potiguara, doutora em Educação/UFRN) – Panorama atual da política nacional de educação escolar indígena: perspectivas e desafios;

30/7 – QUINTA-FEIRA: TONICO BENITES (Guarani Kaiowá, doutor em Antropologia Social/Museu Nacional/UFRJ) – A trajetória e a luta contemporânea dos povos Guarani, subgrupos Mbya, Ñandeva e Kaiowá;

31/7 – SEXTA-FEIRA: MESA REDONDA SOBRE A MULHER INDÍGENA NA UNIVERSIDADE – Nelly Dollis (Marubo/AM), Simone Eloy (Terena/MS) e Sandra Benites (Guarani/RJ).

HORÁRIO DO CURSO: DAS 14 ÀS 17 HORAS.
INSCRIÇÕES A PARTIR DE 01 DE JUNHO NO MUSEU DO ÍNDIO/COORDENAÇÃO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA – RUA DAS PALMEIRAS 55 – BOTAFOGO – RIO DE JANEIRO/RJ –      CEP 22.270-070 – TEL. 21-32148718 - 
Horário de inscrição: segunda a sexta-feira, das 10:00 às 17:00 horas.
Taxa de inscrição: Profissionais – R$ 300,00; Estudante (com comprovante obrigatório) – R$ 150,00.

TODOS OS ALUNOS RECEBERÃO PUBLICAÇÕES DO MUSEU DO ÍNDIO

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vozes indígenas do Nordeste são eco e semente do canto da Terra



Vozes indígenas do Nordeste são eco e semente do canto da Terra



Graça Graúna
(Potiguara/RN)


Posso falar do meu jeito? Por onde devo começar? Escrever: por que, pra que, pra quem? Qual é o meu lugar nessa história? Estas perguntas não partem de um só individuo, embora esteja implícita nelas a primeira pessoa do singular.  Quando se trata de memórias vindas dos povos originários, a voz do texto é plural, é coletiva porque é do coletivo que brota a esperança da terra. Nesta perspectiva, o livro “Memórias indígenas do Nordeste” se complementa aos “Percursos cartográficos”. Somos um porque somos filhos da Terra.
Meu coração bateu forte com a chamada do vento metamorfoseado numa convocatória aos parentes indígenas do Nordeste para somar memórias, histórias, resistência... num só movimento. Porque somos um, intuímos que:

O Planeta está vivenciando uma nova grande virada e já não é mais possível ser separado... Para sobrevivermos temos que viver sendo parte da Natureza, temos que respirar junto com toda vida, compondo nosso organismo vivo, que o científicos chamam de Gaia e nós, aqui, de Mãe Terra. Na nova era não existe mais a divisão, não faz mais sentido falar de você separado de mim... Somos um. (GERLIC, em depoimento pessoal, 24.abr.2015).

Com esse espírito, a convocatória se transformou na vigésima terceira edição da coleção “Índios na visão dos índios”, da Ong Thydêwá.  Mais um livro coletivo e na sua largueza duplamente intitulado: “Memórias do movimento indígena do Nordeste” e “Percursos cartográficos”; lançado em meio as manifestações da Semana dos Povos Indígenas no Brasil, em 2015
Com a chamada do vento, o primeiro capítulo organizado por Gabriela Saraiva de Melo e Sebastián Gerlic reúne as memórias (em verso e em prosa) dos parentes Fulni-ô (PE), Kanindé (CE), Karapotó (AL), Kariri-Xocó (AL), Pankararu (PE), Pataxó (BA), Pataxó Hãhãhãe (BA), Payaya (BA), Potiguara (PB e RN), Quixelô (CE) e Tupinambá (BA). O segundo capítulo foi organizado por Laila T. Sandroni, Bruno Tarin e Jaborandy Tupinambá e trata dos percursos vivenciados também pelos Karapotó Plaki-ô, Kariri-Xocó, Pankararu, Pataxó de Barra Velha, Pataxó de Cumuruxatiba, Pataxó Hãhãhãe, Tupunambá e Xokó (SE).
Memória e percurso não se separam, tanto assim que peço licença para externar as emoções durante os lançamentos do nosso livro na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 10 de abril e na Universidade de Pernambuco (UPE), Garanhuns, em 15 de abril. Na UERJ, o pequeno auditório ficou lotado; a Profª Rita de Cássia Miranda Diogo abriu as portas do Curso de Mestrado em Literatura Brasileira e nos ofereceu uma manhã recheada de curiosidades, conversa, poesia  e admiração à história e à cultura indígenas. O nosso livro foi lançado virtualmente, pois o Correios atrasaram na entrega; mas isto não invalidou o lançamento, considerando que a Thydêwá disponibilizou no site (www.thydewa.org/downloads) o nosso livro em download. Com efeito,  isto gerou na plateia o desejo de acessar o livro, gratuitamente. Na ocasião, o Prof. José Bessa apresentou uma calorosa apreciação  à nossa publicação e enfatizou a riqueza que é um trabalho coletivo dessa natureza. Alguns alunos não esconderam suas emoções ao relatarem o momento impar no contato com as memórias indígenas compartilhadas pelos próprios indígenas.
Na Upe, o lançamento contou com a doce presença  da parente guerreira Elisa Pankararu. A Profª Jaciara Josefa Gomes, Coordenadora de Letras, acolheu a presença de todos que surperlotaram o auditório. O lançamento contou com o apoio do Grupo de Estudos Comparados: literatura e interdisciplinaridade (Grupec) que organizou o evento. Elisa abordou sobre a educação nas aldeias e a sua trajetória no movimento indígena. Na ocasião, fiz leituras dos percursos cartográficos do Cacique Bá (Xokó), de Nhenety (Kariri-Xocó) e da memória dos Pataxó, de Reginaldo Kanindé, de Marleide Quixelô  e muitos outros parentes. À medida que Elisa e eu falamos, as imagens do nosso livro foram projetadas no telão. Houve perguntas sobre a lei 11645/08 e muitas demonstrações de afeto em torno da nossa cultura e história indígena. Uma curiosidade: no horário noturno, os alunos geralmente largam mais cedo; dessa vez foi diferente, pois  o tempo se estendeu com a plateia de estudantes e professores (de diferentes Cursos)  relatando também suas impressões em torno dos saberes indígenas e a beleza gráfica do nosso livro. 
 Confesso uma certa preocupação com o tempo que é tão curto para dar conta de tantos saberes indígenas e não indígenas e pelas tantas leituras do mundo que intuímos também do mestre Paulo Freire. Por outro lado, acolho com serenidade os sinais de esperança que brotam da terra em meio a luta de cada dia em que homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos e anciãs indígenas enfrentamos ao longo do caminhar. Porque faz parte da luta a consciência pelo direito da terra, faço minha a leitura do mundo de Xahey Marlene Pataxó (BA): “Eles falam que nós índios somos preguiçosos e para que nós queremos terra, se nós não trabalhamos em cima dela? [...] queremos nossa terra para viver de nosso jeito, para criarmos os nossos filhos e netos, tataranetos, de nosso jeito” (p.22).  

“Memórias do movimento indígena do Nordeste” e  “Percursos cartográficos”: um livro coletivo contado, cantado, escrito, protagonizado por indígenas. Um livro que é fruto da consciência de que somos um na luta pelo reconhecimento, pela recuperação do território, pelo fortalecimento cultural, pela afirmação identitária, pelo respeito as diferenças.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Memórias do movimento indígena do Nordeste



INDÍGENAS PRODUZEM LIVRO SOBRE A MEMÓRIA DO MOVIMENTO INDÍGENA DO NORDESTE

Indígenas autores de 11 etnias do Nordeste produzem e lançam o 23° livro da coleção ÍNDIOS NA VISÃO DOS ÍNDIOS
Com o título “Memórias do Movimento Indígena do Nordeste”, 16 indígenas escrevem partilhando suas ideias e opiniões. Sabendo que é na memória que está a garantia de um futuro melhor para todos; os indígenas estão fazendo circular 1000 exemplares impressos e disponibilizando gratuitamente na internet seu trabalho coletivo.
“Este livro é um registro histórico que deixa na memória das futuras gerações a nossa forma de viver e as transformações pelas quais passamos, em sua grande parte, sem nosso consentimento. Por meio dele o povo poderá refletir e não deixar que o lado escuro da história se repita”, afirmou Alexsandro Potiguara, um dos autores do livro.
Contando com o apoio do IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus, autarquia do Ministério da Cultura – através do edital público “Memórias Brasileiras”, a ONG Thydêwá, que vem trabalhando desde 2001 com o emponderamento dos indígenas e promovendo o fortalecimento de suas vozes e expressões, convocou e organizou este novo livro, que está dentro da premiada coleção “Índios na Visão dos índios”.
Neste título, o 23° da coleção, indígenas Pankararu, Potiguara, Pataxó, Fulni-ô, Kariri-Xocó, Tupinambá, Quixelô, Pataxó Hãhãhãe, Kanindé, Karapoto Plaki-ô, Payayá e Xokó, com toda liberdade e força, partilham através de escritos, fotografias e desenhos suas memórias, sentimentos e visões
O livro ainda conta com fragmentos de um trabalho cartográfico protagonizado por indígenas de 08 comunidades do Nordeste que mantém Pontos de Cultura Indígena dentro de seus territórios, projeto que conta também com o apoio da ONG Thydêwá e do Ministério da Cultura; desta vez, via Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

Serviço: lançamento em Pernambuco e no Rio de Janeiro
Quem: ONG Thydêwá, com a parceria do IBRAM – Ministério da Cultura
Quando: 
10 de abril, na UERJ, Dep. de Letras, pela manhã.
                 15 de abril, no auditório da UPE/Campus Garanhuns, às 19h:30min.
Sugestões de fontes: contatos@thydewa.org – Sebastián Gerlic 73 3269 1970 www.thydewa.org e www.facebook.com/memoriasindigenas

sábado, 21 de fevereiro de 2015

"Nem mais, nem menos" e "as coisas como elas são" no carnaval de Salvador



Meus mais que queridíssimos parentes: Graúna, Eliane e Tiago, salve!
Motivo desta mensagem: Suas poesias nos 4 dias de Carnaval de Salvador 2015.
Tomara que gostem tanto quanto eu e o Douglas de Almeida!
Beijos e abraços intensos!!!
Bure'du po'o!

(Língua Kiriri, também falada pelos Payayá. Tradução em Português: “Muito obrigado!”).

Ademario Ribeiro - Mestrando em Educação na Facultad de Educación y de Comunicación Social de la Universidad del Salvador (USAL). Lattes: http://lattes.cnpq.br/4581435813718411 Blog: http://ademarioar.blogspot.com






domingo, 9 de novembro de 2014

Flupp: Todos somos índios, exceto quem não é índio"

3ª FLUPP – FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DAS PERIFERIAS

FLUPP-PARQUE
Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, BNDES e Petrobras apresentam a terceira edição da FLUPP – Festa Literária Internacional das Periferias, a maior do país voltada para as comunidades, terá terceira edição na Mangueira.
Na programação de 12 a 16 de novembro, a Escola de Artes Técnicas Luís Carlos Ripper será sede de inúmeras atividades. Confira a programação completa do evento AQUI.
Convidados de muitos países (Brasil, Alemanha, Colômbia, França, Costa Rica, EUA, Camarões, Inglaterra, Espanha, Nigéria, Holanda, Argentina, Bélgica, Suiça, Portugal, Costa do Marfim, México, Itália e Bósnia) participarão como convidados da programação atual, que celebra o centenário do escritor, artista plástico, teatrólogo, político, poeta, ativista pelos direitos humanos e pelo legado afrodescendente no Brasil Abdias Nascimento.
Dolores Prades é uma das curadores da versão voltada para crianças e jovens: a FLUPP Parque. Da sua programação, além do associado da SIB Mauricio Negroque participará de duas atividades, também estarão presentes Eliane Potiguara, Betty Mindlin, Gabriela Romeu, Ailton Krenak, Edson Kayapó, Graça GraúnaAlberto Mussa, Joel Rufino dos Santos, Délcio Teoblado, Chris Redmond, Marie Anges Bordas, Zak’ Olili, Commikk MG, D’ de Kabal, Chibundu Onuzo, Dome Bulfaro, Hannah Walker, Atilola Moronfolu, Daniël Vis, Laura Sam, Samuel Borges, Denis Merklen, Carlos Sandoval, Sérgio Sá Leitão, Leonora Miano, Allan da Rosa, Diego Bianchi, Kiusam de Oliveira, Heloisa Pires, Roberta Estrela D’Alva, Enrique Coimbra, Felipe Boaventura e muitos outros artistas. 
Teve início no último dia 15 de setembro o Circuito FLUPP Parque, que consiste na leitura dramatizada, em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro, de livros dos autores que em novembro participarão da festa propriamente dita. A primeira das dez unidades visitadas, todas elas no entorno da Mangueira, foi a Marechal Trompowsky, na parte da manhã. À tarde, foi a vez da escola Alice do Amaral Peixoto. As leituras foram feitas pela Cia. Completa Mente Solta, dirigida pelo misto de ator, dançarino e escritor Marcio Januário, uma das revelações das duas primeiras FLUPP Pensa.
Cinco livros foram lidos ao longo do dia: O Mundo no Black Power de Tayó, de Kiusam de Oliveira, Histórias de Preta e Uma Semente que Veio da África, de Heloísa Pires, A Palavra do Grande Chefe, de Daniel Munduruku e Mauricio Negro, e Quem não Gosta de Fruta é Xarope, de Mauricio Negro, também ilustrador do livro de Munduruku. Outros 15 livros serão lidos até o dia 17 de outubro, quando será feita a leitura de Pivetim, do romancista Délcio Teobaldo, na FAETEC Unidade Maracanã.  Os livros são deixados na escola e os agentes de leitura são estimulados a trabalhar esses autores em sala de aula.
Esta é a terceira edição do Circuito FLUPP Parque, que nos anos anteriores se chamava Trancinhas de Histórias. Entre as mudanças em relação aos anos anteriores está o fato de que o circuito vai além da ideia de formação de plateia, ainda que ela seja mantida na leitura dos 30 autores do universo infantil e juvenil que invadirão as salas da Escola de Artes Técnicas Luiz Carlos Ripper, na FAETEC da Mangueira, do dia 12 a 16 novembro. Quatro mesas realizadas na Biblioteca Parque do Estado, cujo público principal foi de professores da rede, tiveram como objetivo inspirar os professores a escreverem histórias que, depois de publicadas, eles próprios possam utilizar em sala de aula.
Outra mudança importante é que, neste ano, as leituras estão sendo feitas em escolas próximas à Mangueira, cuja clientela em sua maioria é de crianças e adolescentes da própria comunidade. Isso facilitará sobremaneira a comunicação da FLUPP, na medida em que desde já as famílias do entorno estão sabendo de nossa festa literária.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Flupp.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Simpósio para o fortalecimento dos povos indígenas



UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO (UPE)
 Campus Garanhuns
CURSO DE LETRAS

GRUPO DE ESTUDOS COMPARADOS: LITERATURA E INTERDISCIPLINARIDADE (GRUPEC)


CONVITE

         O período 2005/2015 foi proclamado pela UNESCO como a nova década dos povos indígenas. Com o intuito de preparar também a celebração do nosso Grupo de Pesquisa que, em 2015, completará dez anos, o GRUPEC convida a comunidade acadêmica da UPE/Campus Garanhuns e seu entorno para participar do I Simpósio pelo fortalecimento dos povos indígenas. A proposta é refletir a visão do ser indígena no Ensino Fundamental, Médio e Superior. O evento realizar-se-á em 10 de dezembro de 2014, dia em que também se comemora os 66 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Local de Inscrição: sala dos Professores, 1º andar.
Período: 9 a 16/nov./2014

Participem.

Profª. Drª. Graça Graúna
(Líder do Grupec)