quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Escritor Brígido Ibanhes recebe comenda "Qualidade Brasil 2016"

Fonte: Folha de Dourados, 29/01/2016


Brígido Ibanhes recebe comenda “Qualidade Brasil 2016”

O escritor, defensor dos direitos humanos e militante da cidadania, Brígido Ibanhes, foi indicado para receber a Comenda “Medalha do Mérito Excelência e Qualidade Brasil 2016”, concedida pela Associação Brasileira de Liderança, com o lema é “Incentivando os que se destacam perante a sociedade”. O sul-mato-grossense é nascido em Bela Vista, mas reside há várias décadas em Dourados.

Brígido Ibanhes já recebeu a placa e a medalha e em 19 de junho receberá o trofeu, o certificado e o selo de comendador, em evento a ser realizado no Círculo Militar, no Ibirapuera, em São Paulo (SP). A honraria é o resultado de sua trajetória de lutas pelos direitos humanos e cidadania que completa três décadas, e foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à sociedade e que se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção.
Trata-se de uma Comenda Emérita definitiva, pois perpetuará a gratidão e o reconhecimento, para todo o sempre, dos que cumpriram por seus méritos e serviços relevantes prestados à Sociedade e se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção. A indicação deu-se em virtude “de sua competência, honestidade e transparência junto à sociedade, exemplo digno de ser seguido por todas as pessoas de boa fé, honestas e de caráter, voltadas em prol de uma sociedade mais igualitária, justa e perfeita.”
“Gostaria de aproveitar o ensejo e agradecer ao povo de Dourados, que aqui me acolheu desde o retorno do Nordeste, e que tem prestigiado meus trabalhos literários e a minha militância social, em particular, repartir a Comenda com todos os companheiros que lutam por um Brasil mais digno, transparente e justo”, disse Brígido Ibanhes.
Em maio deste ano, o agora também comendador Brígido Ibanhes estará completando 30 anos de carreira como escritor, defensor dos Direitos Humanos e militante da Cidadania. Como escritor, suas obras denunciam as injustiças sociais e históricas, narrando à história dos oprimidos e não dos opressores, além de sair em defesa das minorias, principalmente do povo guarani, tão perseguido e humilhado nesta região.
Seu primeiro livro, “Silvino Jacques, o Último dos Bandoleiros”, lançado em 30.05.1986, revela a formação dos latifúndios através do uso da violência e do derramamento de sangue, muitas vezes, inocente. A obra, após o lançamento em clima de graves ameaças de morte, foi embargada pela Justiça, que, à época, via nela um instrumento de contestação política ao domínio das elites ruralistas no Mato Grosso do Sul.
Após uma pendenga judicial de seis anos, sustentado no princípio constitucional da liberdade de expressão, em 1992 o livro foi liberado, o que o levou a ser adotado pelo Pen Club International, no 58º Congresso Internacional de Escritores, realizado no Rio de Janeiro. A partir de então, Brígido Ibanhes passou a ser referência como defensor dos Direitos Humanos. Hoje, o livro sobre o bandoleiro Silvino Jacques, pode ser considerado como o livro regional mais vendido do Estado, tendo sido indicado, por duas vezes, para o vestibular da UFGD.
À mesma época do lançamento do livro sobre o bandoleiro, como fiscal do Banco do Brasil, iniciou uma luta nos bastidores do banco, em defesa do pequeno e médio produtor rural, que eram muito prejudicados por grupos políticos dos grandes ruralistas, que recebiam indevidamente indenizações pelo Proagro, o seguro agrícola, e que serviram, em parte, para a criação de novo partido político no Estado.
Em função dessa luta, Brígido Ibanhes pedeu o cargo, sofreu assédio moral, constrangimentos, humilhações, perseguições e punições, até ser transferido para o Nordeste. No sertão pernambucano, após participar da captura de um chefe de quadrilha que, por duas vezes, assaltou a agência bancária, a Direção Geral do Banco do Brasil o transferiu de volta para o Mato Grosso do Sul.
Em 30 de outubro de 1991, idealizou e fundou o Movimento de Moralização e Ética no Trato da Coisa Pública (METRA), que leva para as ruas a valorização do voto, o combate à corrupção política e o questionamento judicial dos malfeitos contra os gestores públicos. O METRA torna-se, então, uma referência na militância por políticas públicas de Cidadania, tendo participado ativamente da Campanha contra a Fome do saudoso Betinho, entre outras dezenas de atividades, como as manifestações públicas, juntamente com o Movimento Popular das Mulheres, em defesa da construção do que é hoje o Hospital da Vida.
Mais detalhes das obras literárias do escritor, de sua militância estão no blog .






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