Literatura e interculturalismo
domingo, 15 de abril de 2018
sexta-feira, 13 de abril de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Dos saberes indígenas: o nosso papel também é fazer arte
Capa da "Revista Literatura e Debate",
onde consta o seguinte Depoimento
DOS SABERES INDÍGENAS: O NOSSO PAPEL TAMBÉM É FAZER ARTE
por Graça Graúna
A presente contribuição ao estudo da história e da cultura indígena no Brasil é uma releitura de minha entrevista à Palimpsesto, uma revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, em 2015. A releitura vinda da oralidade e transfigurada na escrita se transforma em escrevivência, no sentido de que estão vivas (em mim) a poesia, a história e a memória dos antigos. Expor essa escrevivência e preservá-la em forma de relato significa também resiliência, e é uma das maneiras de fortalecer a nossa resistência, a nossa identidade indígena. Negar essa resistência configura uma afronta, como diria Jerome Rothenberg na obra Etnopoesia do milênio (2000).
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, tenho percorrido Universidades brasileiras onde tem lugar o incentivo a estudos e pesquisas acerca dos povos indígenas. Contudo, a indiferença e o descaso ocorrem também no meio universitário, onde nos deparamos com pessoas que trazem uma visão estereotipada acerca do indígena. Continue a leitura no link da “Revista Literatura e Debate”, da URI, v. 12, n.22, pp; 223-230:
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Sobre visibilidade indígena na literatura
Matéria extraída do Blog Visibilidade indígena.
Por: Luisa Geisler.
Cinco escritoras indígenas contemporâneas que você precisa conhecer!
O foco em autoras contemporâneas é importante para evitar uma ideia estereotipada da cultura indígena. Importa saber o que se faz hoje, que autores podemos ler hoje. Talvez a lista não seja perfeita nem honre todas as escritoras que merecem esse espaço. E claro que não honra os tantos autores homens, mas essa matéria se foca em discutir arte feita por mulheres.
Eliane Potiguara
Crédito: Silvia Villalva
Eliane Potiguara é professora e escritora indígena brasileira, de origem potiguara. Trabalha com diversos projetos que envolvem propriedade intelectual indígena, como o Instituto Indígena de Propriedade Intelectual e a da Rede de Escritores Indígenas na Internet, além de fazer parte da Rede Grumin de Mulheres Indígenas. Foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional “Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz”.No seu website oficial, a autora divulga sua literatura, em conjunto de um blog como parte de seu trabalho na rede GRUMIN de Mulheres Indígenas, da qual é fundadora e coordenadora.
Um de seus livro, Metade Cara, Metade Máscara (2014) fala de amor, de relações humanas, paz, identidade, histórias de vida, mulher, ancestralidade e famílias. É uma mensagem para o mundo, uma vez que descreve valores contidos pelo poder dominante e, quando resgatados, submergem o selvagem, a força espiritual, a intuição, o grande espírito, o ancestral, o velho, a velha, o mais profundo sentimento de reencontro de cada um consigo mesmo, reacendendo e fortalecendo o eu de cada um, contra uma auto-estima imposta pelo consumismo, imediatismo e exclusões social e racial ao longo dos séculos.
Lia Minapoty
Lia Minapoty é brasileira, maraguá, palestrante e atuante dentro da causa indígena. É autora de “Com a noite veio o sono”, publicado pela Leya. O livro trata do modo de pensar que os maraguás têm a respeito da noite. O livro trata de temas maraguás, informações relevantes à diversidade cultural do país, como por exemplo, a luta de reconhecimento e demarcação de terras indígenas. Dentro disso, o livro apresenta ilustrações de Maurício Negro. Lia tem um blog sem posts desde 2011, mas que mostra muito de sua arte até aquele momento, além de textos sobre a cultura indígena e sobre sua carreira.
Janet Campbell Hal
Janet Campbell Hale é uma escritora nativo-americana. O pai da autora era totalmente Coeur d’Alene, enquanto sua mãe era parte Kootenay e irlandesa. Por isso, o trabalho da autora em geral explora questões da identidade nativo-americana, ainda com questões como pobreza, abuso e a condição da mulher na sociedade. Escreveu Bloodlines: Odyssey of a Native Daughter, que é em parte biográfico, mas em parte uma discussão da experiência nativo-americana; The Owl’s Song,The Jailing of Cecilia Capture e Women on the Run.
Graça Graúna
Crédito: Íris Cruz
Graça Graúna é descendente de potiguaras e se formou em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Também fez um mestrado sobre mitos indígenas na literatura infantil e se doutorou em literatura indígena contemporânea no Brasil. É autora de Canto Mestizo (Ed. Blocos, 1999), Tessituras da Terra (Edições M.E, 2001) e Tear da Palavra, de 2007. Escreveu obras infanto-juvenis como Criaturas de Ñanderu (Ed. Manole, 2010).
Marisol Ceh Moo
Marisol Ceh Moo é mexicana, escreveu X-Teya, u puksi’ik’al ko’olel (Teya, un corazón de mujer), que foi o primeiro romance escrito em idioma maia. O livro foi publicado numa edição bilíngue pela Dirección General de Culturas Populares (México), com a versão em maia e em castelhano. Em entrevistas, a autora explica que as publicações em língua maia só haviam trazido narrativas curtidas, como o conto, o poema, o mito e as lendas. Marsiol Ceh Moo queria mais liberdade com os personagens, tempos verbais e contextos e, para isso, sentiu necessidade de uma narrativa mais longa.Teya, un corazón de mujer é o primeiro romance escrito por uma mulher em um dos idiomas indígenas do México e narra o assassinato de um militante comunista em Yucatán (México). A autora recebeu por essa narrativa o reconhecido Premio Nezahualcóyotl de Literatura en Lenguas Mexicanas.
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
I ENCONTRO INTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE
Apresentação
O ÁFRICA BRASIL - V ENCONTRO INTERNACIONAL DE LITERATURAS,
HISTÓRIAS E CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS E AFRICANAS DA UESPI; I ENCONTROINTERNACIONAL DE CULTURAS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS DA AMÉRICA LATINA E CARIBE;
VII COLÓQUIO DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA e IV SALÃO DO LIVRO
UNIVERSITÁRIO DA UESPI a se realizarem nos dias 22, 23 e 24 de novembro de
2017, na Universidade Estadual do Piauí, Campus Poeta Torquato Neto, Teresina,
Piauí, Brasil, proporcionarão momentos de reflexão sobre narrativas e
cidadania, no âmbito dos estudos interdisciplinares no que tange às áreas de
literatura, cultura e história.
O contexto acadêmico, social e político brasileiro atual clama por
reorientações teórico-reflexivas, a fim de enfrentarmos os entraves que se
apresentam, em razão das imposições de novos modelos educacionais. Com as novas
medidas que se anunciam como retrocessos, por exemplo, na exclusão da
disciplina História no ensino brasileiro, se opor ao desmantelamento das áreas
de humanas, reativando a importância do estudo da história e da cultura
africana, afro-brasileira e indígena. O ÁFRICA BRASIL 2017 se justifica pela
necessidade de discussão e reflexão diante das novas demandas educacionais,
levando em conta a legislação vigente, a saber: a Lei de Diretrizes e Base de
Educação Brasileira – LDB/9.394/96, nos Artigos 26-A e 79-B, alterada pelas
Leis Federais 10.639/03 e 11.645/2008. A Lei Nº 10.639, de 09 de janeiro de
2003, ato promulgado pela Presidência da República do Brasil.
O ÁFRICA BRASIL 2017, Narrativas e Cidadania, projeta a
importância dos estudos literários, uma vez que narrativizar o mundo é próprio
dos(as) literatos (as), historiadores (as), contadores (as) de história e
demais sujeitos, na esteira de Homi Bhabha, Gayatri Spivak, Achile Mbembe,
Kwame Anthony Appiah, Valentim Yves Mudimbe, Jan Vansina, Joseph Ki-Berbo, A.
Hampaté Bá, Carlos Moore, Kabengele Munanga, Angela Davis, Lélia Gonzales,
Sueli Carneiro, Eduardo de Assis Duarte, Cuti, Conceição Evaristo, Elio
Ferreira e tantos outros (as) teóricos (as) e/ ou pesquisadores (as) africanos
(as) e afro-brasileiros (as).
Prof. Dr. Elio Ferreira de Souza
Coordenador Geral
Entre os
62 (sessenta e dois) Palestrantes, constam 5 (cinco) indígenas da América Latina:
Prof. Drª Elvira Espejo Ayaca (Nação Aymara / Bolívia)
Prof. Dr. Gersem Baniwa (Indígena, antropólogo, UFAM)
Profª Drª Graça Graúna (Indígena potiguara/RN, UPE)
Sra. Frncisca Cariri (Lideança indígena, Piaui)
Sr. Henrique Tabajara (Liderança indígena, Piauí)
sábado, 4 de novembro de 2017
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Do amor pela vida
Quem
ama de verdade, sabe que o Amor não faz distinção.
Quem
ama, nem precisa (se) perguntar se esse sentimento é mesmo tão indispensável,
pois o ato de Amar já é uma resposta.
O
grande personagem do livro é o Amor e a contadora de história é uma menina
terena que tem um grande amor pela vida.
A
autora do livro é Niara, da etnia Terena. Tem 11 aninhos, gosta de ler,
escrever e desenhar pessoas e cachoeiras. Do jeito que ela escreve, parece uma
filósofa. E por falar em filosofia, quem fez o prefácio do livro foi Daniel
Munduruku. Que chic, não é?
Gostei
tanto desse livro que eu também o recomendo cm todo Amor que eu tenho nesse
mundo.
Saudações
da potiguara,
Graça Graúna
Nordeste
do Brasil,
9 de outubro de 2017
FICHA TÉCNICA:
Editor: Téo Miranda, Editora sustentável
Projeto gráfico e finalização: Editora Sustentável
Coloração: Niara Terena e Téo Miranda
Colaboração: Naine Terena de Jesus
Revisão textual: Cristina Campos
ISBN: 978-85-67770-06-2
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