segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Aldeia Maracanã: em defesa do patrimônio histórico e imaterial indígena

Imagem:http://amarcbrasil.org/tag/aldeia-maracana

Na Aldeia Maracanã, a copa da violência

Autoria: Camila Nobrega e Rogério Daflon (Canal Ibase)

A violência da Polícia Militar contra indígenas da Aldeia Maracanã se intensificou desde o último domingo (15/11). Os indígenas e manifestantes que os apoiam alegam que o governo do Estado do Rio e o consórcio da obra do Maracanã não podem derrubar as casas do entorno do Museu do Índio, porque elas integram o complexo do museu em mais de 14 mil metros quadrados. E, por isso, resolveram resistir. Até o momento, o índio José Guajajara permanece numa árvore. A cena já virou símbolo da luta indígena. Kemakwin Xukurú Itápewa, um dos índios que foi preso ontem, contou que a tropa de choque chegou ao museu às 19h28 de domingo, exigindo que todos saíssem, sob alegação de que ali seria feita uma reforma. Como os índios e ativistas não saíram, houve, diz Itápewa, agressões. Em março, os índios que ocupavam o local foram retirados com truculência, gás lacrimogêneo. E nos últimos dias, resolveram voltar lá.
- Eles queriam derrubar as casas ao lado que pertencem ao museu. Como perceberam que resistiríamos, resolveram avançar sobre nós. Um parente meu tupinambá recebeu um soco no estomago, e duas ativistas também foram agredidas. Uma ativista grávida estava conosco. Os policais também nos agrediram verbalmente, com xingamentos e ironias. Pelo Estatuto do Índio, eles não podem nos encostar. Agiam como se não soubessem disso. E me deram uma gravata – diz Itápewa, acrescentando que ontem todos foram levados para a 18ª DP (Praça da bandeira).
Apenas a Polícia Federal pode deter indígenas. A midiativista Joana Carvalho, que acompanhou a ação no local, contou que um negociador foi içado por uma escada do Corpo de Bombeiros para falar com José Guajajara. Ele está desde ontem sem comer, só recebeu um pouco de água.
- Há cerca de 300 manifestantes fazendo barulho, em apoio a Guajajara. Houve muita truculência na retirada dos outros indígenas e ele está resistindo muito – disse Joana.
O governo do Estado alega, como diz o site G1, que o espaço foi adquirido do Ministério da Agricultura e será incorporado ao Complexo do Maracanã.
A área é reivindicada na Justiça desde outubro de 2012 pelo movimento indígena. A entrada no espaço foi iniciada neste domingo, por volta das 17h de forma pacífica. Conforme o Grupo de Trabalho que dá suporte jurídico e discute a questão fundiária do território reivindicado como reserva indígena, a ocupação ocorreu como forma de defesa do patrimônio histórico e imaterial nacional e indígena, contra a destruição, em curso, das edificações presentes no espaço. As lideranças do movimento afirmam que o governo do Estado não está cumprindo com os compromissos. O contrato de gestão privada do Complexo do Maracanã ainda não foi desfeito nem mesmo revisto.  Ao menos o Museu do Índio foi tombado este ano pela prefeitura após muita luta.
Como sempre, a falta de diálogo imperou. A Polícia Militar impediu que comida e mantimentos chegasse ao índio na árvore. A imagem é uma metáfora do Brasil, país que tem entre os índios o grupo mais vulnerável à fome, segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea). A perda dos territórios em função de megaempreendimentos em todo o país está retirando milhares de indígenas de suas terras.


sábado, 14 de dezembro de 2013

MEC: portaria regulamenta ação em torno dos saberes indígenas

Educação indígena. Imagem extraída do Google.



Texto: Mariana Tokarnia

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Professores que trabalham na educação indígena receberão formação específica voltada para a alfabetização em português e em línguas indígenas. As aulas serão para aqueles que dão aulas nas séries iniciais da educação básica. O curso terá carga horária anual de 180 horas, em aulas presenciais. Como incentivo, os professores receberão bolsa mensal de R$ 200.

A ação Saberes Indígenas na Escola faz parte do Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais Indígenas, criado pelo governo no final de outubro e, segundo o Ministério da Educação (MEC), já em execução. O ministério publicou hoje (9) no Diário oficial da União a portaria que regulamenta a ação.
O curso de aperfeiçoamento tem foco no letramento, que é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. Os professores terão cursos de letramento e numeramento (aquisição das competências matemáticas) em idiomas indígenas e em português, como primeira e segunda línguas, além de conhecimentos e artes verbais indígenas. A ação envolve a participação de instituições de ensino superior, que serão as responsáveis pela formação. Os coordenadores e formadores devem ter experiência na formação e no ensino indígena. Eles também receberão bolsas de R$ 765 a R$ 1,4 mil.

Além das bolsas, os professores receberão material didático e pedagógico. Entre os objetivos do programa está oferecer subsídios à elaboração de currículos, definição de metodologias e processos de avaliação que atendam às especificidades dos processos de letramento, numeramento e conhecimentos dos povos indígenas. Assim como fomentar pesquisas que resultem na elaboração de material didático e paradidático em diversas linguagens, bilíngues e monolíngues, conforme a situação sociolinguística e de acordo com as especificidades da educação escolar indígena.

Segundo o MEC, inicialmente, a ação conta com a participação de 17 estados e 23 instituições de ensino superior. Serão contemplados 87 povos e 1.280 aldeias. Serão trabalhadas 57 línguas indígenas. De acordo com o ministério, a ampliação da Saberes Indígenas será conforme a demanda e a adesão das instituições formadoras, dos povos indígenas e das secretarias de Educação.

O Censo de 2010 mostra que quase 0,5% da população brasileira é indígena. São 896,9 mil de 305 etnias. Eles são responsáveis por 274 idiomas falados em território nacional. Segundo dados do Portal Brasil, são 105,7 mil alunos indígenas matriculados em turmas do primeiro ao quinto anos, o que representa 51,7% dos que estudam.

Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais visa a ampliar e qualificar as formas de acesso dos índios à educação básica e superior. O MEC planeja contratar a ampliação, reforma ou a construção de ao menos 120 escolas indígenas até o final do ano que vem.

Edição: Nádia Franco
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Fonte:  http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-09/professores-terao-formacao-especifica-para-trabalhar-na-educacao-indigena

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Universidade forma 152 indígenas em Licenciatura Intercultural

Imagem: www.livrosepessoas.com


Em Pernambuco, participam estudantes de 11 etnias: Atikum, Fulni-Ô, Kambiwá, Kapinawá, Pankará, Pankararu, Pankaiuká, Pipipã, Truká, Tuxá e Xucuru

Publicado em 12/09/2013, às 15h51

Fonte: Jornal do Comércio
Do JC Online

O Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) realiza, neste sábado (14), às 17h, a solenidade de colação de grau da primeira turma da Licenciatura Intercultural Indígena. Os 152 concluintes são professores indígenas que lecionam em escolas indígenas do ensino fundamental e médio no interior de Pernambuco, mas não tinham formação superior. A cerimônia será realizada no Polo Comercial de Caruaru (BR 104, km 62, Caruaru–PE). 
O curso semipresencial, com duração de quatro anos e cerca de 40 disciplinas, faz parte do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind) da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC). Em Pernambuco, participam estudantes de 11 etnias: Atikum, Fulni-Ô, Kambiwá, Kapinawá, Pankará, Pankararu, Pankaiuká, Pipipã, Truká, Tuxá e Xucuru. 
De acordo com o professor Nélio Vieira de Melo, coordenador da licenciatura e diretor do CAA, o trunfo do curso é, além de possibilitar a titulação dos docentes, despertar para a prática de um ensino intercultural. “É também uma contribuição para a própria universidade, pois provoca reflexão e estimula a pensar diferente”, disse. Segundo ele, o curso leva em conta não apenas as políticas nacionais definidas pelo MEC, mas também as particularidades de cada povo indígena. 
Ligado ao Núcleo de Formação Docente do CAA, o curso possui três áreas de estudo à escolha do aluno: Linguagem e Artes; Ciências da Terra e da Natureza; e Ciências Humanas e Sociais. Como é semipresencial, o curso conta com uma disciplina por mês, em formato intensivo, com 40 horas de aula durante uma semana (manhã e tarde) mais 20 horas de atividades desenvolvidas na aldeia. A parte prática é voltada para a comunidade da qual cada aluno faz parte. 
Os alunos vêm de suas aldeias para Caruaru, percorrendo distâncias que variam entre cerca de 80 quilômetros (município de Pesqueira, no Agreste, povo Xucuru) e quase 400 quilômetros (município de Salgueiro, no Sertão, povo Atikum). Unindo ensino, pesquisa e extensão, o curso também conta com alunos vinculados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e ao Programa de Educação Tutorial (PET), desenvolvendo pesquisas em suas localidades. 
É o caso da formanda Maria Aline da Silva Valério, da etnia Pankararu, que realizou uma pesquisa no PET sobre histórias orais. “A experiência do curso foi muito boa e possibilitou estabelecer contato com outros povos. Também nos permitiu passar conhecimento aos alunos com um novo olhar”, afirmou. Para ela, os novos pontos de vista fizeram com que ela percebesse que o que parece simples pode ser cientificamente complexo. “O curso me enriqueceu bastante”, resumiu. 
VESTIBULAR – Está em andamento a seleção para a segunda turma da licenciatura com 160 vagas. De acordo com o cronograma do vestibular, o período para impressão do Comunicado de Confirmação de Inscrição (CCI), de responsabilidade do candidato, pelo site da Covest, vai de quarta-feira (18) até sábado (21) da próxima semana. As provas acontecem no domingo da próxima semana (22) e o resultado está previsto para ser divulgado no dia 7 de outubro. 

PALAVRAS-CHAVE

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dia Internacional da Mulher Indígena




          Servindi, 5 de setiembre, 2013.- El 5 de septiembre de cada año se celebra el Día Internacional de la Mujer Indígena, fecha escogida en homenaje a Bartolina Sisa, una valerosa mujer quechua que fue descuartizada por las fuerzas españolas durante la rebelión anticolonial de Túpaj Katari en el Alto Perú.
La fecha se instituyó en 1983 durante el Segundo Encuentro de Organizaciones y Movimientos de América realizado en Tiahuanacu, Bolivia.
          En esta oportunidad compartimos un artículo sobre la vida, obra y muerte de la notable lideresa publicado en el periódico Cambio de Bolivia:
          La vida, obra y muerte de la lideresa indígena Bartolina Sisa, como ejemplo de lucha por la emancipación del yugo español, junto a su esposo Túpac Katari, es narrada en un trabajo de la Confederación Nacional de Mujeres Campesinas Indígenas Originarias de Bolivia, que lleva el nombre de la mártir.
El historiador Nicanor Aranzáes, citado en el folleto La Historia de Bartolina Sisa, menciona que Sisa nació el 25 de agosto de 1750 en la provincia Loayza del departamento de La Paz.
          Fue hija de José Sisa y Josefa Vargas, originarios del Alto Perú, que vivían del comercio de la coca de los Yungas y de la tela o bayeta de la tierra, para liberarse del sometimiento al que estaban condenados todos los pueblos originarios de esas tierras.
          Ante esta realidad, la familia Sisa se trasladó a la Villa de Sica Sica. “Es ahí que junto a sus padres Bartolina adquirió la experiencia en el rubro del comercio, logrando independizarse a los 19 años”, menciona el folleto.
Durante sus viajes por muchas ciudades, pueblos, comunidades, minas, cocales, Bartolina Sisa Vargas conoció la realidad en la que vivían los pueblos andinos.
          Es así que observó el sometimiento, la explotación, las ofensas y el abuso que sufrían sus hermanos indígenas por parte de las autoridades, los blancos españoles.
Esta realidad —agrega la investigación— genera una “convicción de protesta contra todo el sistema colonialista de explotación de la entonces joven Bartolina Sisa.

Relación con Julián Apaza
          Julián Apaza (Túpac Katari), que luego se convertiría en el esposo de Bartolina Sisa, también fue parte del comercio de la coca, luego de estar dos años en el trabajo forzado en la mita en las minas de Oruro. En uno de sus tantos viajes y frecuentando los mismos lugares, se conoce con Bartolina Sisa.
          Bartolina fue descrita por algunos historiadores como una mujer aguerrida que dominaba el kurawa (onda) y el fusil. Sabía montar caballo, era joven y de piel morena, atractiva, esbelta y de ojos negros, y muy inteligente. Mientras que Julián Apaza era un hombre de buenas condiciones físicas y una inteligencia notable.
          En 1772, ya casados, tuvieron el primero de sus cuatro hijos (tres varones y una niña). Según el historiador Alipio Valencia Vega, el primer hijo fue capturado en Perú por el brigadier Sebastián Segurola, en 1783, y se cree que posteriormente fue asesinado. Los otros llegaron a sobrevivir y cambiaron de nombres y apellidos.

Virreina
          Bartolina Sisa, que además era hábil para las actividades de la campaña rebelde, desde el primer momento, ya que contaba con la total obediencia de los indígenas sublevados.
          Antes del cerco a La Paz, rumbo a al liberación de su pueblo, Sisa fue nombrada Virreina y Túpac Katari Virrey del Inca. Con ese título, Bartolina organizó campamentos militares durante la sublevación en El Alto, en Chacaltaya; en Killi Killi; en el Calvario; en el valle de Potopoto y en las alturas de Pampahasi.

La rebelión
          Al enterarse Julián Apaza de los levantamientos y de las posteriores ejecuciones de los hermanos Katari en Chayanta (Potosí), y de José Gabriel Tupac Amaru, en Tinta, decide tomar un nombre de guerra y se hace llamar Túpac Katari.
          En marzo de 1781 comienza el levantamiento en Ayo Ayo. La táctica de lucha era el cerco y reúne 40.000 hombres para sitiar la ciudad de La Paz. En julio, el número de insurgentes se duplicó.
          Los principales cercos estaban en El Alto y Pampahasi comandados por Túpac Katari y Bartolina Sisa, respectivamente.
          Los primeros asaltos causaron enfrentamientos entre el ejército español y el indígena. Los indígenas tenían superioridad numérica y españoles contaban con armas de fuego.
          El 17 de mayo, Sebastián Segurola, al enterarse de que en Pampahasi comandaba una mujer, envió un ejército para romper el cerco. Sin embargo, Sisa resiste y logra triunfar.
          Después de tres meses de cerco y sin provisiones, el ejército español comenzó a debilitarse por hambre, y la Real Audiencia de Charcas, al enterarse, envía 1.700 hombres para destruir el cerco.
          El 30 de junio, los ejércitos indios se replegaron sin oponer resistencia y los españoles empezaron a instigar a la traición y a ofrecerles el indulto si entregaban o delataban a los cabecillas
          El 2 de julio, Bartolina se traslada desde El Alto hasta Pampahasi a causa de ese rumor.
          Desciende por Tembladerani llega hasta Sopocachi y ahí algunos de sus acompañantes que habían hecho contacto con los españoles la traicionan. La toman presa y la entregan a cambio del indulto, que finalmente no les fue concedido.
          En la prisión fue torturada y humillada por el brigadier Sebastián Segurola para obtener información. Pese a las agresiones, Sisa no reveló ningún dato. Según Valencia Vega, Sisa, estando en prisión Túpac Katari, restablece el cerco.

Muerte de Bartolina Sisa


          Durante el segundo cerco, Túpac Katari intentó liberar a Bartolina a través de varios intentos, tanto bélicos como pacíficos. Ofreció intercambiar a Sisa con el cura Vicente Rojas e incluso con él mismo.
          El 17 de octubre llegó un ejercito de 7.000 hombres al mando del sanguinario José de Roseguín, desde Buenos Aires, para romper el cerco.
          La batalla fue encarnizada, pero la superioridad en armas hizo que Túpac Katari se repliegue hasta Peñas.
Posteriormente se movilizó hasta Chinchayo, donde fue apresado a las 02.00 de la madrugada del 10 de noviembre por la traición del primo de Bartolina, Tomás Inca Lipe, que era su más apreciado y cercano colaborador.
          El 14 de noviembre, Bartolina Sisa fue obligada a presenciar el descuartizamiento público de Túpac Katari en la plaza de Peñas. Después de casi un año de encierro, al amanecer del 5 de septiembre de 1782, el oidor Tadeo Diez de Medina pronunció la sentencia de muerte, condenándola a ser sacada a la plaza mayor atada a la cola de un caballo y arrastrada hasta morir cruelmente.

Fonte:


A riqueza cultural indígena da America Latina

Recentemente, traduzi para a Editora FTD três livros da Coleção Contos Indígenas da América Latina, adaptados por Judy Goldman. Trata-se de “O sapo e o deus da chuva”, uma narrativa do povo Yaqui ilustrado por Arno Avilés. “O coelho e a raposa”, ilustrado por Ricardo Peláez, é uma história do povo Kiliwa. “Baak” traz ilustrações de Fabrício Vanden Broeck; é um conto do povo Maia.


Em “O sapo e o deus da chuva”, do povo Yaqui, o cenário inicial  mostra o sol escaldante castigando a terra. Não há sinais de chuva. As pessoas da aldeia, incansavelmente, pediam ao deus da chuva para afastá-las de tanto sofrimento, mas o deus sequer  ouvia. Quando o chefe da aldeia anunciou que o povo teria que abandonar o lugar, um mensageiro se apresentou. Qual seria o seu plano?


“O coelho e a raposa” é uma das uma das muitas histórias do povo Kiliwa.  Os mais velhos contam que uma raposa muito faminta vivia em um lugar árido, com pedras, cactos e escorpiões. Não gostava de comer gafanhotos porque as pernas dos insetos geralmente ficavam enganchadas em seus dentes. Por sorte, farejou um coelho que não era grande nem gordo, mas era maior do que um rato. A raposa aproximou-se e atacou. Será que o mais forte sempre sai vencedor?


O conto “Baak”, do povo Maia, traz a história de um pequeno deus. Ele vivia com a mãe e os dois raramente tinham o suficiente para comer. Os irmãos que moravam nos arredores, sequer ajudavam; quando muito, atiravam-lhes sobras de comida. Baak queria aprender a caçar, mas os irmãos só zombavam e nunca o ensinavam. Um dia, ao ver a exuberante vegetação da floresta, Baak teve uma ideia que mudou a vida do seu povo.
Essas histórias fazem parte da riqueza cultural dos povos indígenas da América Latina: os Yaqui vivem no Estado de Sonora (México), numa região que faz fronteira com os Estados Unidos; sua população é de aproximadamente trinta e dois mil habitantes. Eles vivem da plantação de trigo e do algodão.  

        Os Kiliwa são um povo ameaçado de extinção. Sua população é composta de aproximadamente cento e sete indígenas que sobrevivem da agricultura familiar, da caça e da pesca, no Estado da Baixa Califórnia (México).
O povo Maia é a segunda população mais numerosa do México, com aproximadamente um milhão e meio de indígenas. Apesar do grande índice de analfabetismo e desemprego, o povo Maia são grandes conhecedores das ervas medicinais; conhecem profundamente várias espécies de peixes e mantém as suas tradições.
Para saber mais da cultura e da história indígena na America Latina, vale conferir o seguinte endereço: www.cdi.gob.mx

Nordeste do Brasil, 5 de setembro de 2013

Graça Graúna (tradutora)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Guarani, Kaiowá e muitas mais - literatura de índio



 XVI BIENAL DO LIVRO RIO
Dia 3.set.2013, Café Literário
Tema:
Guarani, Kaiowá e muitas mais – literatura de índio.

Palestrante:
Graça Graúna
(povo Potiguara/RN)

O tema deste Café Literário sugere que há muito mais literatura de autoria indígena do que supõe o senso comum.
Pensando nas muitas histórias que os parentes indígenas (de diferentes etnias) têm para contar, a intuição me diz que a memória e a poesia revelam que as utopias não se perderam. Nos caminhos da Ameríndia as utopias se realizam toda vez que as pessoas se unem para superar as barreiras a que são submetidas pelo capital e pela arquitetura do preconceito.
O fato de estarmos aqui nos permite afirmar que não perdemos nossa identidade, nossa memória, ainda que o nosso jeito de ser e de viver cause estranhamento  às pessoas da cidade grande. A identidade e a memória (à semelhança do amor) dão sentido a nossa existência.
Há mais literatura de autoria indígena do que supõe a vã filosofia. Este fato nos permite apresentar (embora resumidamente) um exemplo da força que tem a memória ancestral no cotidiano das mulheres indígenas em várias partes do mundo. Vejamos o pensamento de Nicolasa Quintreman, uma liderança entre o povo Mapuche, no Chile (Cf. PORANTIM apud GRAÚNA, 2013, p. 36):

Não me interessa o dinheiro, nem uma casa com cozinha. Tenho o meu lugar, meu fogão e minha terra para trabalhar. Tampouco quero a luz que me oferecem, para isso tenho o sol... com isso estou bem. [...] a barragem não melhora a qualidade de vida, como disse o presidente. Tirar uma pessoa como se fosse um animal para um lugar que não lhe serve, que não conhece, isso não é qualidade de vida. Viver bem é permanecer na mesma casa onde eu nasci. A terra nos pertence, temos que cuidar dela, da mesma forma que a madeira, o rio e o capim que os porquinhos, as ovelhas e os cabritos comem. [...] não vou amolecer, [...] meu futuro será sempre o mesmo, não vou muda-lo. Morrerei na minha terra.  
  
Outro exemplo edificante vem da poesia Mapuche escrita por Rayen Kvyeh. Em seus versos, ela nos convida a romper o silêncio, a lutar pelos nossos direitos; sua poesia nos encoraja a contar a nossa autohistória. Vejamos um fragmento:


rompe o silêncio
da memória milenar
do povo mapuche
neste relato
da história, gravada
nos espíritos
de nosso povo

A sabedoria ancestral é vida que corre pelas gerações, afirma o crítico português Salvato Trigo (apud GRAÚNA, 2013, p. 113). Dentro desta perspectiva, a poesia de Rayen Kvyeh fala dos sonhos, onde os ancestrais (seus avós) aconselham desde sempre a lutar pela liberdade, a lutar pela terra. Vejamos mais um trecho dessa poesia (Cf. GRAÚNA, p. 113):


nos meus sonhos
meus avós têm falado.
Da cordilheira ao mar
de norte a sul,
desde o mais profundo
da nossa mãe terra
suas vozes aconselham
que expulsemos
os usurpadores
da nossa terra.
Os usurpadores
da nossa liberdade.

Em várias partes do mundo há milhares de povos indígenas que expressam seu amor à terra, seu desejo permanente de justiça e liberdade, seja por meio da contação de histórias, da poesia, da arte plumária, do grafismo, do barro ou dos sonhos que trazem as canções da mata e do amor à natureza; pois como diria Ana da Luz Fortes do Nascimento (uma anciã Kaingang): somos a raiz da esperança, a multiplicação da luta à semelhança da terra que multiplica o cereal plantado.


Graça Graúna
Rio de Janeiro, 3.set. 2013

GRAÚNA, Graça. Contrapontos da literatura indígena contemporânea no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2013.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Escritores indígenas na Bienal do Livro/Rio: Graça Graúna e DMunduruku



Começa na próxima quinta-feira, dia 29, um dos maiores eventos literários do Brasil: aBienal do Livro do Rio de Janeiro segue até o dia 8 de setembro no Riocentro trazendo novidades na programação, que dessa vez teve número recorde de autores convidados. Os 29 escritores participarão de bate-papos e sessões de autógrafos, além de estarem presentes nos espaços que serão inaugurados nesta edição, que marca os 30 anos da feira. A expectativa é que, ao longo dos 11 dias, cerca de 600 mil pessoas passem pela área de 55 mil metros quadrados divididas em três pavilhões, onde estarão instalados 950 expositores.
Saiba mais:

Autores confirmados

A lista é capitaneada pelo americano Nicholas Sparks, um dos autores mais lidos no mundo – são quase 100 milhões de exemplares de romances como Diário de uma paixão,Querido John e o recente À primeira vista (Arqueiro) impressos em 45 línguas e devorados por leitores de todas as idades. Outro fenômeno editorial que estará na Bienal éJames C. Hunter (EUA), de O monge e o executivo (Sextante), que já vendeu três milhões de cópias apenas no Brasil. Já a nova literatura erótica, febre mundial, chegará ao evento junto de um de seus maiores expoentes, a americana Sylvia Day (EUA), responsável pelo best-seller Toda sua, enquanto o sempre querido gênero conhecido como chic lit terá como representante a cultuada Emily Giffin (EUA), de romances como Presentes da vidaAme o que é seu (Novo Conceito).
A Bienal receberá também o moçambicano Mia Coutorecentemente laureado com o Prêmio Camões – a mais importante honraria relacionada à literatura em língua portuguesa – por conta de obras como Terra sonâmbula e O último voo do flamingo (Companhia das Letras). Já o argentino Cesar Aira, autor de mais de 70 livros – entre romances, contos e ensaios –, vem lançar a tradução para o português de um dos seus trabalhos mais influentes, Como me tornei freira (Rocco). Nuno Camarneiro, por sua vez, é um dos grandes expoentes da literatura portuguesa contemporânea, autor de Debaixo de algum céu (Leya).
Dentro da discussão da cultura de convergência destaca-se a presença de Corey May(EUA), roteirista dos jogos eletrônicos Assassin’s creed – um dos mais populares da atualidade, com 50 milhões de cópias comercializadas no mundo. O videogame inspirou a série de livros de mesmo nome, que, publicada pela Galera Record, já vendeu por aqui mais de 450 mil exemplares.
Esse novo modelo foi também responsável pelo êxito de O lado bom da vida (Intrínseca), do americano Matthew Quick, que teve os diretos para o cinema adquiridos antes mesmo de o livro ter uma editora nos Estados Unidos. Acabou se tornando um sucesso em ambas as mídias: o filme foi um dos mais aclamados de 2012, com oito indicações ao Oscar, enquanto o livro já vendeu mais de 250 mil exemplares apenas no Brasil. Quick, que lançará novo livro durante a Bienal, abordará essa experiência em seu encontro com os leitores.
Já a biografia, um dos mais tradicionais gêneros literários, estará presente na programação cultural por meio das participações das americanas Mary Gabriel, autora do imponenteAmor e capital: A saga familiar de Karl Marx e a história de uma revolução (com indicações ao Pulitzer, ao National Book Award e ao National Book Critics Circle), publicado pela Zahar, e Cheryl Strayed, que teceu um comovente relato autobiográfico em Livre, sucesso de crítica e público nos Estado Unidos em 2012 – e agora também no Brasil, em edição da Objetiva.

Novos espaços

Três espaços inéditos prometem surpreender os visitantes. Ainda no clima da Copa das Confederações e abrindo caminho para a Copa do Mundo, a Bienal apresenta o Placar Literário, com curadoria do jornalista João Máximo. A literatura de futebol será abordada em toda a sua abrangência, de debates que mostrarão ao público o que se passava no coração boleiro dos principais escritores brasileiros – como “O Botafogo de Paulinho (Mendes Campos) e o Vasco de Drummond” e “O Fla de Zélins (do Rego) e o Flu de Nelson Rodrigues” – a mesas formadas por uma nova geração de escritores que tem o futebol como tema de sua ficção, explorando como nenhuma outra o drama, a comédia e a tragédia do jogo.
Haverá um território exclusivo para o adolescente – aquele com fôlego para atravessar milhares de páginas de histórias complexas envolvendo mundos fantásticos, árvores genealógicas intrincadas esuperpoderes. Para esse público, que na última década se firmou como grande leitor, foi criado o #acampamento na bienal, onde, sob o comando do historiador e doutor em educação João Alegria (que esteve à frente da Floresta de Livros, em 2009, e da Maré de Livros, em 2011), o visitante terá a oportunidade de encontrar seu ídolo literário em bate-papos animados. Os temas serão pautados pela tecnologia e a cultura de convergência (o livro que vira filme, que vira game, que vira site, que vira livro), mostrando que a narrativa faz parte do dia a dia de todos.
A XVI Bienal do Livro Rio reservou também uma enorme área de 500 metros quadrados para uma nova atividade dedicada aos pequenos leitores, por meio da qual prestará uma homenagem lúdica ao Ziraldo, autor que, presente a cada edição, se tornou parte indissociável do evento. No Planeta Ziraldo, seus muitos personagens inesquecíveis, como Menino Maluquinho e Pererê, ganharão vida por meio da curadoria e cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara.
E os espaços que mais fizeram sucesso em outras edições permanecem na programação. OCafé Literário, pelo terceiro ano com curadoria do premiado escritor e crítico Italo Moriconi, volta a convidar o público a participar de descontraídos debates sobre livros, estilos e ideias dos quais farão parte celebrados autores (prosadores, poetas, ensaístas) nacionais e estrangeiros. Em sintonia com o momento, o Café Literário deste ano busca apresentar e discutir o novo – partindo do princípio que o Brasil vive o despertar cívico, político e artístico de uma nova geração – ao mesmo tempo em que celebra mestres como Rubem Braga,Paulo Leminski e Vinicius de Moraes.
Mulher & Ponto tem à frente, pela primeira vez, a jornalista especializada em arte e cultura Bianca Ramoneda, que levará novidades aos bate-papos sobre os mais diversos aspectos do universo feminino que chamaram a atenção de homens e mulheres nas duas últimas edições da Bienal. Entre discussões sobre a nova literatura erótica (proibido para menores), qualidade de vida e a arte de envelhecer, entre outros, Bianca coloca em pauta temas como as vozes femininas na literatura africana e promove uma leitura afetiva da obra de Lygia Fagundes Telles – autora que completou 90 anos em 2013.

Programação completa

Dia 29/8 (quinta)
17h – Café Literário
“Novos tempos, novos escritores”, com Noemi Jaffe, Vinicius Jatobá, Wesley Peres e Nuno Camareiro, sob mediação de Paulo Roberto Pires
19h – Café Literário
“A poesia do século 21″, com André Vallias, Bas Böttcher e Ricardo Domeneck, sob mediação de Suzana Velasco
19h – Placar Literário
“Enfim, os museus”, com Rosa Maria Araújo e Leonel Kaz, sob mediação de Pedro Butcher
Dia 30/8 (sexta)
15h – #acampamento
“Não conta lá em casa. Aventuras e desventuras de viajar sem os pais”, com André Fran
16h – Café Literário
“Escrevendo entre mundos”, com Olga Grjasnowa, Carmen Stephan e Carola Saavedra, sob mediação de Leila Sterenberger
17h – #acampamento
“O Marco Civil: querem “regrar” a internet?”, com Alessandro Molon
17h30 – Café Literário
“Sabedoria, riso, seriedade”, com Manfred Geier, Andrea del Fuego e Marcia Tiburi, sob mediação de Clarisse Fukelmann
18h30 – Placar Literário
“Que ‘país do futebol’ é este?”, com Juca Kfouri e José Trajano, sob mediação de João Máximo
19h – #acampamento
“A economia criativa, os jovens e o Rio de Janeiro do século 21″, com Sérgio Sá Leitão
19h – Café Literário
“Caminhos entre a vida real e a invenção ficcional”, com Claudia Lage e Zuenir Ventura, sob mediação de Suzana Vargas
20h – Mulher e Ponto
“Encontros e desencontros”, com Andrea Pachá e Alberto Goldin, com mediação de Bianca Ramoneda
Dia 31/8 (sábado)
12h – Café Literário
“Contar-mostrar uma história: assim nasce uma criança”, com Julia Friese, Ondjaki e Graça Lima, sob mediação de Christine Röhrig
12h – Auditório Rachel de Queiroz
Nicholas Sparks
14h – Café Literário
“Novas definições do leitor: o jovem, o jovem adulto, o adulto”, com Matthew Quick, Flavio Carneiro e Socorro Acioli, sob mediação de Henrique Rodrigues
15h – #acampamento
“Histórias de fada para quem vive na selva de pedra”, com Carolina Munhóz
15h – Auditório Mário de Andrade
Emily Giffin
15h30 – Café Literário
“Fatos, lendas e personagens da história brasileira”, com Laurentino Gomes e Mary del Priore, sob mediação de Ana Lucia Azevedo
16h – Auditório Rachel de Queiroz
Thalita Rebouças e Maurício de Sousa
16h30 – Placar Literário
“Gols de letra: crônica e romance”, com Marlos Bittencourt e Flávio Carneiro, sob mediação de Luiz Pimentel
17h – Café Literário
“A difícil arte de transformar realidade em literatura”, com Javier Moro e Letícia Wierzchoswki, sob mediação de Valéria Martins
17h – #acampamento
“Escritos e escritores de literatura fantástica no Brasil”, com Raphael Draccon
17h – Mulher e Ponto
“Cinquenta Tons ou Mais”, com Marcelo Rubens Paiva e Regina Navarro Lins, sob mediação de Monica Martelli
18h30 – Café Literário
“Viagem, liberdade e revelação”, com Cheryl Strayed, sob mediação de Valéria Martins
18h30 – Placar Literário
“Gols de letra: dois romances”, com Hélio de la Peña e Sérgio Rodrigues, sob mediação de Francisco Paula Freitas
19h30 – Mulher e Ponto
“Vozes femininas do outro lado do atlântico”, com Paulo Lins e Mia Couto, sob mediação de Flavia Oliveira
20h – Café Literário
“A literatura entre o público e o privado”, com Edney Silvestre, sob mediação de Sérgio Rodrigues
Dia 1º/9 (domingo)
12h – Café Literário
“O traço e a escrita na produção do narrar”, com Reinhard Kleist, Daniel Pellizzari e Rodrigo Rosa, sob mediação de Bruno Doriatti
12h – Auditório Rachel de Queiroz
Corey May (programação do #acampamento)
14h – Café Literário
“Isso é Arte?”, com Will Gompertz, Paulo Sergio Duarte e Kathrin Passig, sob mediação de Fred Coelho
15h – #acampamento
“Como entrar pela porta dos fundos e sair pela porta da frente?”, com a equipe do Porta dos Fundos
15h30 – Café Literário
“A felicidade num minuto: como transformar sabedoria em bem de uso imediato”, com Allan Percy
16h – Auditório Mário de Andrade
Maurício de Sousa e Mônica
16h30 – Placar Literário
“Amor e ódio na arquibancada”, com José Miguel Wisnik e Bernardo Buarque de Hollanda, sob mediação de Mário Magalhães
17h – Café Literário
“O que é um autor? Agruras e prazeres de quem se dedica à escrita”, com Ana Maria Machado, Luiz Ruffato e Mia Couto, sob mediação de Rachel Bertol
17h – #acampamento
“Pensar e agir como os jovens”, com Isadora Faber
17h – Mulher e Ponto
“Dietas: benefícios e danos”, com Dr. Alfredo Halpern e Cristiana Oliveira, sob mediação de Fernanda Thedim
18h30 – Placar Literário
“O Botafogo de Paulinho e o Vasco de Drummond”, com Flávio Pinheiro e Milton Temer, sob mediação de Luiz Fernando Vianna
18h30 – Café Literário
“Literatura e situações-limite: histórias de traumas e regeneração”, com Emma Donoghue e Cintia Moscovich, sob mediação de Valéria Martins
19h30 – Mulher e Ponto
“Dores e Descobertas”, com Heloisa Seixas e Isabella Lemos de Moraes, sob mediação de Tania Carvalho
20h00 – Bienal 30 anos: Memória e celebração
“Bienal 30 anos – memória e celebração – Homenagem 30 anos”, com Ruy Castro, Tania Zagury, Ferreira Gullar e Beatriz Resende, sob mediação de Ítalo Moriconi
Dia 2/9 (segunda)
18h30 – Placar Literário
“Graça e Lima, os falsos inimigos da bola”, com Dênis de Moraes e Joel Rufino dos Santos, sob mediação de Vitor Iório
19h – Mulher e Ponto
“Vista quem você é – Descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal”, com Cris Zanetti e Fê Resende
Dia 3/9 (terça)
15h – #acampamento
“Brinquedos se transformam em ferramentas de criação”, com Antônio Thiele
17h – #acampamento
“O código élfico em Santo Ossário do Brasil”, com Leonel Caldela
19h – Café Literário
“Guarani, Kaiová e muitas mais – literaturas de índio”, com Daniel Mundukuru, Graça Graúna e Lucia Sá, sob mediação de José Bessa
19h30 – Mulher e Ponto
“Beleza”, com Raquel Moreno e Joana de Vilhena Moraes, sob mediação de Clarice Niskier
20h – Placar Literário
“Pensando o futebol”, com Muniz Sodré e Ronaldo Helal, sob mediação de Vitor Iório
Dia 4/9 (quarta)
15h – #acampamento
“A última princesa: fantasia de inspiração histórica”, com Fabio Yabu
17h – #acampamento
“Machu Picchu: na trilha das famílias”, com Tony Bellotto
19h – Café Literário
“Por que, por quem, para quem escrevo?”, com Tony Belloto, Antônio Torres e João Paulo Cuenca, sob mediação de Claufe Rodrigues
19h30 – Mulher e Ponto
“O tempo que passa: mudanças, novas perspectivas e sentimentos em torno da arte de envelhecer”, com Miriam Goldenberg e Maitê Proença, sob mediação de Luciana Savaget
Dia 5/9 (quinta)
15h – #acampamento
“Qual vai ser a próxima killer application?”, com Marcelo Pereira
17h – #acampamento
“Como se faz um amigaozão?”, com Andrés Lieban
17h30 – Mulher e Ponto
“Comportamento na rede”, com Helena Duncan e Cora Rónai, sob mediação de Sonia Biondo
18h – Café Literário
“Leminski vive”, com Angelica Freitas, Alice Sant’Anna, Mariano Marovatto, Omar Salomão e
Aurea Leminski, sob mediação de Masé Lemos
20h – Café Literário
“Sarau poético”, com Alberto Pucheu, Antonio Calloni, Viviane Mosé e Paulo Britto, sob mediação de Ítalo Moriconi
Dia 6/9 (sexta)
15h – #acampamento
“O que não se aprende na internet?”, com Natália Menhém
16h – Café Literário
“Nova literatura, nova cidade, nova periferia”, com Júlio Ludemir, Ferrez e Sergio Vaz, sob mediação de Ecio Sales
18h30 – Placar Literário
“Gols de letra: ficção e realidade”, com Marcelo Backes e Flávio Dana, sob mediação de Vítor Iório
17h – #acampamento
“Fortes emoções para gente nova”, com Paula Pimenta
18h30 – Café Literário
“A ficção como trabalho – arte/linguagem”, com Evando Nascimento, Ricardo Lisias e Veronica Stigger, sob mediação de João Cezar de Castro Rocha
19h – #acampamento
“Nu aos 50″, com Zeca Camargo
19h30 – Mulher e Ponto
“Elas por eles: as mulheres amadas e idealizadas na poesia e na crônica de Rubem Braga e Vinicius de Moraes”, com Geraldo Carneiro, sob mediação de Claufe Rodrigues
20h – Café Literário
“Bem estar e mal estar no Brasil pós-manifestações”, com Frei Betto e Marcos Nobre
Dia 7/9 (sábado)
12h  – Café Literário
“Traduzindo brasileiros: a experiência da Granta”, com John Freeman, sob mediação de Rinaldo Gama
12h – #acampamento
Parlatório fan fiction
12h – Auditório Mário de Andrade
James Hunter
14h – Café Literário
“Boemia, vida familiar e revolução”, com Mary Gabriel, Andrew Miller e  Daniel Aarão Reis , sob mediação de Felipe Pena
14h – Auditório Rachel de Queiroz
Thalita Rebouças (programação do #acampamento)
15h – Auditório Mário de Andrade
Sylvia Day
15h30 – Café Literário
“Maravilha de ler: teoria e prática da ilustração infantil”, com Axel Scheffler, Ole Könnecke e Andres Sandoval, sob mediação de Roger Mello
16h30 – #acampamento
“Guia prático para entender os nerds”, com Eduardo Spohr
16h30 – Placar Literário
“Brasil 2014″, com Renato Maurício Prado e João Máximo, sob mediação de Vitor Iório
17h  – Café Literário
“Mundo sem centro: o impacto do sul”, com Ilija Trojanow e Silviano Santiago, sob mediação de Miguel Conde
17h – Mulher e Ponto
“Para Lygia com amor”, com Regina Braga e Rosiska Darcy, sob mediação de Bianca Ramoneda
18h30 – #acampamento
“Meu negócio é criar um mundo atrás do outro”, com André Vianco
18h30  – Café Literário
“Trânsitos literários”, com César Aira, Joca Reiners Terron e Paloma Vidal, sob mediação de Camila do Vale
18h30 – Placar Literário
“A vida proibida do craque”, com Alessandro Molon e Ruy Castro, sob mediação de Paulo César Araújo
19h30 – Mulher e Ponto
“Gestão de qualidade de vida”, com Patrícia Travassos a Mara Luquet, sob mediação de Juliana Rosa
20h  – Café Literário
“Homenagem a Vinicius”, com Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Adriana Calcanhotto
Dia 8/9 (domingo)
13h30 – Café Literário
“Palavrarias: sarau poético para crianças de todas as idades”, com Ninfa Parreiras, Leo Cunha e Flávia Savary, sob mediação de Henrique Rodrigues
15h – Café Literário
“Quando o gigante acordar – aventuras de um país em busca de si mesmo”, com Míriam Leitão
15h – #acampamento
“Não faz sentido: ganhar dinheiro com vídeo grátis!”, com Felipe Neto
15h – Auditório Mário de Andrade
Mark Baker
16h30 – Café Literário
“O contato entre culturas: do choque ao afeto”, com Wladimir Kaminer, Arthur Dapieve e Luisa Geisler, sob mediação de Cristiane Costa
16h30 – Placar Literário
“O filme do jogo”, com José Henrique Fonseca e José Carlos Asbeg, sob mediação de Antonio Leal
17h – Mulher e Ponto
“Ensinando e aprendendo: os desafios para quem lida com educação e com a falta dela”, com Tania Zagury e Cassia D’Aquino, sob mediação de Heloisa Gomyde
18h – Café Literário
“Narrativa e experiência pessoal”, com Alberto Mussa, José Luiz Passos e Daniel Galera, sob mediação de Henrique Rodrigues
18h30 – Placar Literário
“Em campo, o editor”, com Marcelo Duarte e Rodrigo Ferrari, sob mediação de César Oliveira
19h – Café Literário
“Buscando sentidos para o viver: uma conversa de Lya Luft com Bia Corrêa do Lago”

Ingressos

Os ingressos para a Bienal podem ser adquiridos antecipadamente (www.ingressomais.com.com.br) ou no local. O valor da entrada é de R$ 14. Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia. Professores, profissionais do livro e bibliotecários têm acesso gratuito ao evento (por meio do cadastramento no site da Bienal e apresentação de documento de identificação e comprovante de profissão na bilheteria do Riocentro).
O Riocentro fica na Avenida Salvador Allende, número 6.555, Barra da Tijuca. O horário de funcionamento ao público é das 13h às 22h em 29 de agosto, data da abertura da Bienal; das 9h às 22h nos demais dias úteis; e das 10h às 22h nos fins de semana.